Desta vez, sem surpresas. Pelo menos essa é a intenção do técnico Caio Júnior, que pretende repetir amanhã -frente ao Fluminense, às 18h10, no Maracanã – a mesma formação utilizada na goleada sobre o Grêmio. Não que o treinador siga ao pé da letra a máxima de que ?em time que está ganhando não se mexe?. A manutenção do mesmo time, posicionado num 3-5-2, visa dar maior estabilidade ao grupo e melhorar o entrosamento, já que em relação à formação do estadual, são seis alterações.
Além disso, Caio Júnior ainda não conta com Goiano, Sandro, Neguete e Leonardo -todos no departamento médico -e Maicosuel será apenas opção no banco de reservas, pois ainda não recuperou a condição física ideal. Ausências que estão sendo supridas pelos reforços.
A atuação do Fluminense na última quarta-feira – frente ao Cruzeiro, quando se classificou às semifinais da Copa do Brasil – só reforçou as idéias de Caio Júnior em relação à partida de amanhã. ?Não sei se eles vão poupar algum jogador. Se vierem com o time titular, é certo que algumas peças receberão marcação individual?, antecipou o treinador. ?O Arouca é a referência no meio-de-campo do Fluminense. Marca muito e sai em velocidade, dando ritmo ao time. Quero um jogador colado nele?. Por mais que Petkovic e Tuta sejam os mais lembrados, Caio vai priorizar a marcação sobre os jovens talentos cariocas.
Além de Arouca, Lenny e Marcelo também serão vigiados de perto. ?Os dois times jogam no 3-5-2, o que na teoria facilita o encaixe da marcação. Como o Petkovic já não tem a mesma dinâmica de jogo, podemos tirar alguma vantagem disso?, justificou. A intenção é fazer com que Cristiano ocupe o meio-de-campo quando o adversário estiver atacando, fazendo uso de sua velocidade no momento de contra-atacar. ?O Cristiano é versátil e cumpre à risca determinações táticas. Isso será importante nesse jogo?, comentou o técnico paranista.
Gustavo não vai perder Tuta de vista amanhã
O zagueiro Gustavo, ao que tudo indica, travará duelo com Tuta, a referência ofensiva do Fluminense. Se Lenny é badalado e merece cuidados (com uma marcação por setor), o Paraná não quer dar mole para o artilheiro. ?Ele parece lento, mas explora muito bem o corpo e faz o pivô para seus companheiros. Deixar ele encostar é fatal?, disse Gustavo. Apesar dos dois gols sofridos frente ao Grêmio (um deles de pênalti), a eficiente defesa continua sendo uma das marcas do Tricolor. A entrada de Edmilson deu ainda mais solidez ao setor.
Não apenas pela segurança defensiva, mas também pela saída de bola qualificada, característica marcante nos três jogadores do setor. E, para Gustavo, essa característica será decisiva para a conquista de um bom resultado no Rio de Janeiro. ?No Maracanã, é importante tocar bem a bola. Assim, você evita a pressão do adversário e ainda tem a condição de encaixar os contragolpes?. O zagueiro não fala em retranca, até porque sabe que só esperar a iniciativa do adversário é complicado em um campo com as dimensões do Maracanã.
Gustavo é o único zagueiro da equipe que participou dos três jogos disputados até aqui e vê o Paraná em um momento de ascensão. ?Contra o Botafogo, não fizemos o resultado. Diante do Grêmio, as coisas aconteceram e aí, até a sorte pendeu para o nosso lado?, disse, usando como exemplo o gol contra marcado por Alessandro. ?Só que num campeonato tão longo, não adianta se acomodar com dois bons jogos. O segredo é manter a regularidade?, frisou Gustavo. ?Respeitamos o Fluminense, que tem um time de muita qualidade. Mas, mesmo fora, temos que nos impor?.


