George briga por uma vaga como titular.

A partida decisiva do Paraná Clube contra o Rio Branco, domingo, em Paranaguá, terá ares de suspense. Sem poder contar com o lateral-esquedo Fabinho e com o centroavante Flávio, suspensos, o técnico Caio Júnior deve manter o mistério como um ingrediente a mais para a disputa com o adversário direto na briga pela classificação. Afinal, quem perder não terá mais chances de disputar o título de campeão paranaense.

“Tenho várias opções para suprir as ausências e vou pensar nisso com muita calma”, desconversou o treinador, que não quer dar pistas para o adversário. Com o retorno garantido dos zagueiros Roberto e Ageu, que cumpriram suspensão na rodada de quarta, teoricamente a equipe voltaria a jogar com três zagueiros, com Fernando Lombardi pela direita.

No entanto, a suspensão de Fabinho pode mudar o esquema de jogo tricolor. Apesar de o técnico Ter dado quatro nomes como possíveis substitutos de Fabinho Anderson, George, César Romero e Ageu a tendência é que o último faça as vezes de lateral-esquerdo, função que já cumpriu em outras oportunidades.

A pista é a declaração dada por Caio Júnior antes do treino de ontem. “É um jogo decisivo, onde a experiência conta muito”. Como Anderson, reserva imediato da posição, foi promovido esse ano dos juniores e George e César Romero, além de jovens, jogariam fora de posição, a tendência mais forte é que Ageu apareça na lateral-esquerda. Se isso se confirmar, o time passa a jogar no 4-4-2. Mas não está descartada a possibilidade de Fernando Miguel jogando como terceiro homem da zaga. No ataque, a tendência é que Waldir apareça na vaga deixada por Flávio, fazendo dupla com Dauri.

A possibilidade de escalar Edvaldo como centroavante está praticamente descartada. “A equipe foi bem com três atacantes contra o Malutrom, mas isso é relativo. Contra o Beltrão os três jogaram juntos e não renderam o esperado”, disse o treinador, dando mostras que é improvável que a equipe comece o jogo na Estradinha com três atacantes.

Waldir confiante para pegar Leão da Estradinha

Na reapresentação do elenco paranista na tarde de ontem, na Vila Capanema, o atacante Waldir não escondia a satisfação por ter entrado com eficiência na partida contra o Malutrom, na quarta-feira. Quando ele passou a fazer compannhia a Dauri e Flávio no ataque, o time deslanchou e por pouco não virou. Por isso, ele tem boas chances de ser titular contra o Rio Branco de Paranaguá.

Tribuna – Você acredita que a boa atuação contra o Malutrom vai garantir uma vaga na equipe titular?

Waldir – Isso é o treinador que vai decidir, mas estou pronto para o que der e vier. Fiquei muito satisfeito em poder ter ajudado a equipe a reverter o marcador contra o Malutrom. Pena que não conseguimos a vitória.

Tribuna – Jogar com três atacantes no domingo pode ser uma saída para o Paraná buscar a vitória?

Waldir – Dentro de casa esse tipo de esquema é interessante, porque temos o apoio da torcida e obrigação de ditar o ritmo do jogo, partir para cima do adversário. Já fora de nossos domínios é um pouco temerário, mesmo porque o adversário deve partir para cima de nós, dando espaço para os contra-ataques.

Tribuna – Há problemas no caso de você ser escalado jogando mais pelo setor esquerdo?

Waldir – Se eu estiver dentro de campo, não faz diferença se eu jogar pela direita, esquerda ou pelo meio. Geralmente puxo o jogo pela direita, mas como não teremos o Fabinho no apoio, pode ser que eu seja orientado a ir mais pela esquerda, sem problemas.

Tribuna – Que tipo de dificuldades vocês esperam em Paranaguá?

Waldir – Certamente o grande problema será enfrentar um adversário que também tem seis pontos e precisa vencer para continuar sonhando com a classificação. Por isso, certamente será um jogo de muita pegada, no qual lutaremos também contra o calor. Mas estamos prontos para a guerra.

Economia de luz dá prejuízo

A experiência da diretoria paranista em realizar a partida entre Paraná e Malutrom às 17h não rendeu o resultado esperado. A intenção era economizar na conta de luz, uma vez que os refletores só foram acesos na metade do segundo tempo. No entanto, a economia na luz não compensou o prejuízo das bilheterias.

O horário inusitado fez com que apenas 562 torcedores pagassem ingresso, proporcionando uma renda de R$ 4.365,00, que passou longe de cobrir as defesas de borderô. Elas ficaram em R$ 5.288,35. O déficit no caixa ficou em R$ 923,35, provando que o horário de 17h é inviável para o meio de semana.

Contra o Beltrão, no dia 29 de janeiro, o horário escolhido para a disputa foi 20h e o público foi consideravelmente maior: 814 pagantes, para uma renda bruta de R$ 5.905,00. Os gastos no borderô ficaram em R$ 5.407,76, o que proporcionou um saldo positivo de R$ 497,24. Apesar do clube ter tido um lucro relativo nesta partida, apenas no clássico a renda líquida foi significativa: R$ 15.287,60.

Em pesquisa realizada no site www.futebolpr.com.br, ficou provado que a ausência do torcedor nos estádios deve-se especialmente ao preço dos ingressos, com 80% dos votos. Ciente desse problema, a diretoria do Paraná manteve o preço dos ingressos em R$10,00, contra R$15,00 praticado pela dupla Atletiba. Mas ao que parece, no caso do Tricolor, é a campanha irregular do time que tem afugentado o torcedor.

Deliberativo

O Paraná Clube elegeu ontem a mesa diretora do Conselho Deliberativo do Clube. O presidente da mesa diretora é José Carlos de Miranda, com 121 votos. Daor Afonso Marins teve 50 e Joaquim Cirino dos Santos 31 votos.

Treino

O Paraná treina hoje em dois períodos e na movimentação da tarde, o técnico Caio Júnior deve fazer o único coletivo antes da viagem para Paranaguá.

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