A prefeitura de Budapeste rejeitou nesta quarta-feira, por meio de uma votação, uma proposta feita por membros de oposição que queriam convocar um referendo para saber se a população da capital da Hungria aprovaria a manutenção da cidade como candidata a abrigar os Jogos Olímpicos de 2024.

A proposta apresentada pelo opositores ao governo local foi reprovada em uma disputa apertada, com 16 votos contra e 14 a favor, apenas três dias depois de Hamburgo ter desistido oficialmente de sua candidatura à Olimpíada de 2024, justamente depois em um referendo promovido com a população da cidade alemã.

O prefeito de Budapeste, Istvan Tarslos, acusou a oposição de “demagogia barata” ao querer promover o referendo e disse que o pedido teve caráter populista dentro do atual contexto político local. E o prefeito também tem o apoio do parlamento nacional e do governo da Hungria, liderado primeiro-ministro conservador Viktor Orban, para tentar receber a Olimpíada de 2024.

Assim, Budapeste segue como candidata aos Jogos ao lado de outras três cidades concorrentes: Los Angeles, Paris e Roma. A cidade eleita sede da Olimpíada de 2024 será conhecida em 2017, em Lima, no Peru.

Os críticos à candidatura de Budapeste apontam o alto orçamento da Olimpíada e problemas de infraestrutura como obstáculos importantes que inviabilizariam a cidade como sede da Olimpíada. Entretanto, o Nezopont Intezet, um instituto de pesquisa pró-governo, defende que a candidatura da capital húngara passou a ser apoiada por 53% da população agora, depois de índice medido em agosto apontar que 40% dos habitantes da cidade defenderiam a mesma.

No último domingo, um referendo que contou com 650 mil votos e foi realizado entre os habitantes de Hamburgo e Kiel, cidade onde seriam realizadas provas de vela da antes possível Olimpíada de 2024 em solo alemão, apontou que 51,6% reprovavam a candidatura aos Jogos Olímpicos. Antes de a sede desta edição do evento ser revelada em 2017, o Rio será palco da Olimpíada de 2016 e Tóquio abrigará os Jogos de 2020.