Hospitalizado desde a noite de sábado, quando foi derrotado em Hamburgo pelo ucraniano Vitali Klitschko, o pugilista norte-americano Shannon Briggs soltou um comunicado à imprensa, nesta terça-feira, no qual exime seu técnico Herman Caicedo de responsabilidade pelo ocorrido. O treinador vinha sendo criticado por não ter desistido da luta, deixando que ela seguisse até o final, o que fez com que seu pupilo fosse ainda mais castigado pelo campeão mundial dos pesos pesados.

“Como testemunhado sábado à noite e ao longo da minha carreira, eu nunca desisti, nem mesmo quando minha respiração estava fora de ordem ou uma lesão me impediu de estar 100 por cento. Apesar de algumas reportagens, que contestaram meu treinador, Herman Caicedo quis parar a luta, mas eu deixei claro que parar não era uma opção”, afirmou Briggs.

O norte-americano foi derrotado por pontos, após a disputa de 12 assaltos, e não conseguiu o cinturão do Conselho Mundial de Boxe. Devido à violência dos golpes de Klitschko, Briggs acabou sofrendo distúrbios neurológicos, por causa de uma lesão cerebral, além de fraturas na face e uma contusão no tendão do braço direito.

Apesar da superioridade do adversário, Briggs afirmou que a luta poderia ser outra, caso não tivesse sofrido a contusão no braço. “Infelizmente, a lesão (sofrida no primeiro assalto) me impediu de executar meu plano de luta. Sem querer tirar os méritos da brilhante performance de Vitali Klitschko sábado à noite, mas, se eu não tivesse machucado meu braço, quem sabe como a luta poderia ter encerrado?”, declarou.