Os brasileiros seguiram caminhos diferentes para definir o treino classificatório de ontem em Hockenheim. Felipe Massa preferiu não lamentar a perda da pole, mas mostrar-se satisfeito; Rubens Barrichello trouxe à tona a semelhança da situação que viveu há oito anos; e Nelsinho Piquet decidiu jogar a culpa pelo “nocaute” no Q1 naquele que é considerado o sucessor de Michael Schumacher.
Massa larga na corrida de hoje em segundo, mas por instantes chegou a pensar que seria imbatível com o tempo de 1min15s859. “No fim de semana todo a gente tem feito os melhores tempos e, no fim, nossos rivais conseguiram achar algo extra”, falou o piloto da Ferrari, referindo-se, sobretudo, a Lewis Hamilton, que o superou em 0s193 para sair na pole.
“Estou contente, mas será uma corrida difícil”, destacou. Era natural que Barrichello culpasse o carro da Honda por ter sido apenas melhor que os dois pilotos da Force India. Só que o 18.º posto no grid acabou lhe gerando um flashback. “Na última vez que larguei nesta posição, ganhei”, lembrou o piloto sobre sua primeira vitória na categoria, em 2000, quando estava na Ferrari.
A torcida é por chuva. “É do que precisamos ter para uma boa prova.” E Nelsinho, em “casa” – afinal, nasceu na Alemanha -, reclamou. “Vettel estava à frente na minha última volta e me tirou do traçado”, alegou. As imagens de TV não mostraram nada. E o próprio brasileiro da Renault respondeu. “A FIA não achou que ele me impediu”. Por isso, larga em 17.º, enquanto o Fernando Alonso parte em um bom quinto lugar.