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De Letra

Brasil goleia no último amistoso antes da Copa

  • Por Redação O Estado Do Paraná
Denílson foi o autor do terceiro gol brasileiro.

Kuala Lumpur, Malásia (AE) – A seleção brasileira fechou sua preparação para a Copa do Mundo com uma goleada por 4 a 0 sobre a Malásia, ontem pela manhã em Kuala Lumpur. O time venceu, mas deixou no torcedor uma ponta de frustração. Mesmo enfrentando uma seleção fraquíssima (112º no ranking da Fifa), o Brasil teve dificuldades. Terminou o primeiro tempo com um decepcionante 0 a 0 e só conseguiu marcar na segunda etapa, quando o técnico Luiz Felipe Scolari já havia mudado até o esquema de jogo do time. A nota positiva da partida foi o desempenho de Ronaldo. O atacante voltou a marcar gol na seleção depois de mais de dois anos de jejum. Hoje de manhã, a seleção viaja da Malásia para a Coréia do Sul. O time estréia no Mundial, dia 3 de junho, contra a Turquia.

O Brasil começou a partida com um time e terminou com outro. Só o goleiro Rogério Ceni não entrou em campo. O Brasil começou o jogo Marcos; Edmílson, Lúcio e Roque Junior; Cafu, Emerson, Kléberson, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos; Denílson e Ronaldo – a formação que Felipão pretende usar na estréia, contra Turquia. Apesar de ser o time considerado titular, o rendimento foi decepcionante na primeira etapa. O placar ficou no 0 a 0 e a sensação era de uma enorme frustração. O time, na verdade, jogou errado. Ao invés de fazer companhia a Ronaldo no ataque, Rivaldo recuou e voltou ao meio do campo para armar jogadas. Com isso, ocupou espaços que teoricamente seriam de Kléberson ou Ronaldinho Gaúcho. Diante dessa postura, nenhum dos três conseguiu criar jogadas.

Isolado na frente, Ronaldo se esforçou bastante, mas pouco produziu. Chegou a criar duas ótimas chances para marcar – uma aos 27 e outra aos 31 minutos – mas não teve sorte. Numa delas, o zagueiro tirou quase em cima da linha e na outra, o goleiro Azmin defendeu.

Além de jogar errado, a seleção foi prejudicada pelo péssimo estado do gramado, cheio de areia. O baixo desempenho deixou Felipão irritado. No segundo tempo, Scolari resolveu mudar não só o time, como também o esquema da seleção brasileira e decidiu abandonar o esquema de três zagueiros. Tirou Edmílson e colocou o atacante Denílson no time. A zaga ficou então com a formação tradicional de dois laterais e dois zagueiros: Cafu e Roberto Carlos pelos lados e Lúcio, Roque Junior no miolo da zaga.

No meio-de-campo, ficaram Emerson, Kléberson, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. Denílson e Ronaldo formaram o ataque. A mudança deu certo. Depois de 51 minutos de jogo, o Brasil finalmente conseguiu marcar. Aos seis minutos do segundo tempo, o atacante Ronaldo abriu a contagem, aproveitando um erro da defesa malaia. Um zagueiro erra ao rebater um cruzamento e a bola sobre limpa para Ronaldo, que apenas teve o trabalho de tocar na saída do goleiro.

O segundo gol não demorou. Aos 18, Juninho Paulista que substituiu Kléberson – concluiu para o gol após tabela com Ronaldo. Denílson fez 3 a 0 aos 26, em jogada de contra-ataque. O atacante recebeu na intermediária e avançou até a área adversária para tocar no canto direito do goleiro. O quarto gol foi marcado por Edílson, aos 33 minutos.

Felipão acha que o time foi bem. Só lamentou os gols perdidos. “Precisamos melhorar um pouco no aspecto de aproveitamento, no mais, acho que foi tudo bem”, disse o técnico.

Ronaldo se enche de moral com o gol

Silvio Barsetti e Wagner Vilaron

Kuala Lumpur (AE) – O atacante Ronaldo desencantou na seleção, depois de mais de dois anos sem marcar um gol sequer com a camisa do Brasil. Ele abriu o placar no início do segundo tempo e depois continuou festejando o gol com os companheiros no vestiário e no ônibus da delegação, de volta ao hotel The Palace of the Golden Horses, em Kuala Lumpur, capital da Malásia. “Fiquei muito feliz, vai dar uma moral para a estréia do Mundial”, afirmou.

A última vez que comemorara um gol pela seleção fôra em setembro de 1999, num amistoso em que o Brasil goleou a Argentina por 4 a 2, na melhor exibição do time naquela temporada. Rivaldo fez os outros três gols daquele amistoso, disputado em Porto Alegre. “Também fiquei feliz pela atuação de todo o time, pelas chances que criamos no primeiro tempo” Ronaldo atribuiu à falta de sorte às inúmeras oportunidades perdidas na fase inicial, ressaltando que a Malásia evitou o gol “oito ou nove vezes”.

O atacante admitiu que ainda falta um pouco para se sentir 100% fisicamente, salientando que está otimista em atingir sua grande forma durante a Copa do Mundo. “Já estou me sentindo bem melhor”. Se o Brasil não teve grande atuação neste sábado, diante da 112ª seleção no ranking da Fifa, a promessa de um futebol vistoso no Mundial está mantida. “Vamos demonstrar grande futebol na Copa”. Embora tivesse sido substituído no segundo tempo, assim como ocorreu na partida contra a Catalunha, em Barcelona, garantiu que poderia ter atuado os 90 minutos.

Ronaldo observou algumas falhas no time. Não quis entrar em detalhes. “Não somos uma equipe perfeita ainda”. Justificou apenas uma delas: a de marcação, uma palavra repetida seguidamente por Scolari nos treinos. Ronaldo disse que o calor e o gramado com bastante areia prejudicaram a marcação dos atacantes sobre os defensores da Malásia.

Ele estranhou a pergunta de um jornalista malaio, no final da entrevista, a respeito das qualidades da defesa da China – segundo adversário do Brasil no Mundial. “Eu não estou preocupado com a defesa da China, e sim em me aperfeiçoar e chegar em boas condições na Copa”. A ansiedade natural com a proximidade da Copa está sendo bem administrada por Ronaldo. Até a classificou como saudável. “A gente gosta de jogar futebol, é o que a gente sabe fazer”. Para Ronaldo, o trio com Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e ele vai dar muito trabalho aos adversários. Acredita até que o Brasil marcará o primeiro gol dos jogos, por causa da qualidade do ataque. “Basta se impor”.

Na saída da sala de entrevistas, Ronaldo foi cercado por dezenas de admiradores – malaios com canetas e blocos, ávidos por autógrafos. Com paciência, atendeu a quase todos. Deixou a assinatura até em camisas que traziam o nome de Rivaldo e Romário.

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