Monza

– A FIA divulgou ontem o calendário da Fórmula 1 para 2004 com uma grande novidade: o GP do Brasil vai fechar a próxima temporada, pela primeira vez desde que a categoria estreou no país, em 1972. Aquela prova não contou pontos para o campeonato. Em 1973 o GP passou a fazer parte do calendário. Em 31 edições oficiais, por dez vezes a etapa brasileira abriu o mundial.

A corrida de Interlagos foi marcada para o dia 24 de outubro, fechando a última excursão da F-1 para fora da Europa. Antes serão realizadas as provas do Japão e da China. A definição da data acabou surpreendendo. Especulava-se que o GP do Brasil seria realizado em 26 de setembro, data que acabou sendo reservada para a estréia da prova de Xangai.

Além da China, entra também no calendário o Barein, no dia 4 de abril. Será a primeira prova da história da F-1 no Golfo Pérsico. O mundial voltará a ter 17 etapas, uma a mais do que neste ano. Duas corridas foram excluídas do calendário, ambas por questões relativas à proibição de propaganda de cigarro: os GPs da Áustria e do Canadá. Em compensação, a Bélgica volta, já que a legislação foi relaxada para permitir a realização da prova.

“Para nós está tudo ótimo”, disse Tamas Rohonyi, organizador da corrida de Interlagos. “A FIA atendeu ao pedido da prefeita Marta Suplicy e da secretária de Esportes Nádia Campeão, que preferiam uma data mais distante de outros eventos importantes para a cidade, como o Carnaval, e da época de chuvas mais pesadas, característica dos últimos dias do verão.”

Outras mudanças foram o deslocamento do GP dos EUA de setembro para junho e a transferência do GP de San Marino de abril também para junho. Essa prova, de Imola, deve sair do calendário em 2005 para a entrada da Turquia, que anteontem iniciou as obras de seu autódromo perto de Istambul. Um contrato de sete anos foi assinado entre o governo do País e os dirigentes da F-1.

No calendário divulgado pela FIA, as novas corridas do Barein e da China estão assinaladas como provisórias, dependendo das vistorias que serão feitas nos dois circuitos. Já o GP da França, marcado inicialmente para Magny-Cours, pode ser transferido para Paul Ricard se o contrato com o circuito não for renovado.