O Brasil enfrenta os Estados Unidos nesta terça-feira (8), a partir das 23h30 (de Brasília), em sua estréia na fase final do Grand Prix, que será disputada em Yokohama, no Japão. Para o técnico José Roberto Guimarães, o principal problema é líder com o cansaço da equipe, que jogou em três países diferentes nos últimos três fins de semana e enfrentará uma maratona de cinco jogos em dias seguidos na luta pelo sétimo título do Grand Prix.

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"É um campeonato atípico, com jogos intensos, duros e muito disputados, sem falar no desgaste causado pelas longas viagens", afirmou Zé Roberto. O Brasil chegou na noite desta segunda-feira (7) ao Japão, pelo horário local, e a grande novidade para a fase final é a atacante Paula Pequeno, recuperada de um leve entorse. Nesta segunda-feira, a delegação brasileira deixou Macau às 6 horas, e chegou em Yokohama, às 19h30, na quinta semana consecutiva fora do país.

Na fase final, as seis equipes se enfrentam, no sistema de pontos corridos, e o campeão é quem marcar mais pontos – os resultados da primeira fase já não valem mais. A seleção norte-americana terminou em quarto lugar no geral, com sete vitórias e duas derrotas, e Zé Roberto pede cuidado com a equipe, que disputou três amistosos com o Brasil antes da competição – foram duas vitórias brasileiras e uma americana. "Os Estados Unidos têm um bom time, volume de jogo, e boas atacantes pelo meio e pelas pontas. O Grand Prix é um bom teste para enfrentar as seleções que estarão nos Jogos Olímpicos de Pequim", afirmou Zé Roberto.

Para a levantadora Fofão, a partida terá um sabor especial: será seu jogo de número 90 pelo Grand Prix, depois de estar presente em cinco das seis conquistas brasileiras – 94, 96, 98, 2004 e 2006 – só não jogou em 2005. "Acho bacana fazer parte de tudo isso, são 90 jogos de muita felicidade e será uma partida bastante difícil", afirmou a levantadora de 38 anos, que reiterou seu desejo de se aposentar após os Jogos de Pequim. "Gosto de estar aqui, mas é uma rotina muito cansativa", disse.

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