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De Letra

Bonamigo quer o Coritiba com espírito de campeão

  • Por Cristian Toledo
É assim que Bonamigo quer ver
seu time na semana da decisão.
Edu Sales tem presença garantida.

Contagem regressiva. Ao contrário da semana passada, o Coritiba abre a semana de treinamentos pensando apenas no campeonato paranaense, e tem consciência de que o time precisa corrigir falhas que determinaram o empate contra o Paranavaí, no sábado. O técnico Paulo Bonamigo vai aproveitar os dias que antecedem a finalíssima (marcada para domingo, às 17h, no Couto Pereira) para cobrar do elenco mais atenção e o tal ?espírito de campeão?.

Após o jogo, o meia Tcheco desabafou, dizendo que chegara a hora de ?lavar a roupa suja?. A frase, envolvida no contexto do jogo – o Cori cedeu o empate depois de abrir 2×0 – foi bombástica, e até por isso ele se diz arrependido. “Eu acho que falei demais quando estava de cabeça quente. Nessas horas, a gente acaba dizendo coisas que não deve”, afirma.

A posição agora assinalada pelo jogador é a mesma de Bonamigo. “Faltou atenção à equipe”, diz Tcheco. “Acho que a nossa grande falha foi o primeiro gol, que demanda atenção da defesa. Nós constatamos que dois dos nossos zagueiros estavam marcando muito longe os atacantes do Paranavaí. E permitimos que o nosso adversário subisse livre para cabecear e fazer o gol”, detalha Bonamigo, que não quis citar quais jogadores teriam errado.

Com isso, chega a hora de cobrar – mas com parcimônia, dado o momento do Coritiba. A primeira reunião mais longa aconteceu antes do treino de ontem, no CT da Graciosa. Os atletas ouviram o treinador por mais de trinta minutos, e depois ainda houve conversas separadas – os goleiros com o preparador Cassius Hartmann; e o restante do grupo com os fisicultores Róbson Gomes e Cléber Hidalgo.

Segundo Bonamigo, é a hora ideal para resolver os problemas. “Precisamos conversar, porque há erros que não podem mais ser repetidos. Estamos em uma semana decisiva, e toda a nossa atenção tem que estar voltada para o jogo de domingo”, explica o treinador coxa, que sequer aceita falar sobre o que vem pela frente. “Não podemos ficar pensando no campeonato brasileiro. O que temos agora é muito importante”, afirma.

Até pela posição de Bonamigo, a pressão externa que o elenco sofre (na obrigação de conquistar o título) é aumentada pela interna. Mesmo assim, o técnico não admite que o grupo sofra por causa disso. “Temos um grupo jovem, e que até poderia se abater. Mas eles estão preparados para enfrentar esse momento, e o título vai fazê-los amadurecer ainda mais”, garante o treinador.

Pepo

O meio-campista pode ter sido o grande destaque do Coritiba na partida de sábado, mas dificilmente vai enfrentar o Paranavaí no domingo. Com o retorno de Edu Sales, Bonamigo está propenso a trazer Lima de volta para o meio-campo, recompondo o ataque alviverde. “O Edu é meu titular e deve voltar. Mas o Pepo me obriga a ter dúvidas, e tenho até sexta para definir o time”, diz o técnico.

Além de Edu, voltam à equipe Reginaldo Nascimento e Fabrício, que também cumpriram suspensão automática. E há o retorno de Adriano, que chega esta noite ao Brasil (vindo da Malásia), e que retoma os treinamentos amanhã. Com eles, o Coritiba fica com quase todos os titulares, à exceção do ainda contundido Edinho Baiano.

Coxa convoca a torcida para a grande finalíssima

É hora de lotar o Couto Pereira. A torcida do Coritiba terá a oportunidade de marcar presença em mais uma final que acontece no estádio -e se muitas já aconteceram, há um bom tempo o Coxa não levanta uma taça em seu próprio campo. Se forem computados apenas os títulos ?oficiais?, isso não acontece desde 1989, quando o campeonato paranaense terminou com uma vitória alviverde sobre o União por 2×0. Por isso, a torcida foi ?intimada? pela diretoria a comparecer no domingo, às 17h.

Segundo o secretário Domingos Moro, o momento é de ?escrever uma página na história?. “Os torcedores que estiverem lá serão partícipes de mais um grande momento do Coritiba. Nós temos ciência que temos que vencer o Paranavaí, mas de qualquer forma o nosso torcedor precisa responder positivamente ao nosso apelo”, diz o dirigente.

E para ajudar, foi feita uma promoção especial. Os ingressos antecipados para a finalíssima (foram colocados quarenta mil no total) já estão à venda na sede do Coritiba e no quiosque do clube no Shopping Total. Os preços são os seguintes: arquibancada, R$ 10,00; cadeira inferior, R$ 30,00; cadeira superior, R$ 50,00; menores, mulheres e estudantes, R$ 5,00. Esses preços são válidos até quinta -a partir de sexta, os preços de arquibancada e para menores sobem para R$ 15,00 e R$ 10,00, respectivamente.

Além disso, estão sendo preparados eventos especiais como ?espera? da partida. A intenção é escalar bandas para animarem o público das 14h até o início da partida, incentivando o torcedor a chegar mais cedo no Couto Pereira. A promoção está a cargo do departamento de marketing do clube.

Para completar, um bom público faria o Coritiba consolidar a marca de melhor média de público do campeonato paranaense, cuja vantagem é de apenas 5 sobre o Paranavaí: 5.561, contra 5.556 do ACP.

Público pode quebrar uma marca de nove anos

A finalíssima do campeonato paranaense, que acontece domingo, às 17h, entre Coritiba x Paranavaí, além de apontar um campeão invicto após 67 anos de disputa, deve também acabar com um outro jejum: o de grandes públicos em jogos de futebol no Couto Pereira.

Com a promoção de ingressos de arquibancada a 10 reais, e 5 reais para menores, estudantes e senhoras, o Coritiba espera colocar 40 mil pessoas no Couto Pereira. “Teremos carga máxima de ingresso e esperamos lotar nosso estádio”, afirmou Domingos Moro, secretário administrativo do conselho.

Se levar 40 mil ao Alto da Glória, o Coxa estará atingindo uma marca que não se repete há 9 anos. Desde 1994 o Couto Pereira não recebe mais de 40 mil. A última vez foi no jogo Paraná Clube 0 x 0 Corinthians, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, quando 41.955 pessoas compareceram no estádio.

Desde 1998 o futebol paranaense também não vê um estádio com mais de 40 mil pessoas. O Pinheirão foi quem recebeu o mais recente grande público, abrigando 44.475 pessoas na final do paranaense daquele ano, quando Atlético e Coritiba empataram por 2 x 2 e o Rubro-Negro sagrou-se campeão.

Os grandes públicos nos estádios foram feitos do final de década de 70 e início da década de 80. Dos 15 maiores públicos da história do futebol paranaense, 10 foram registrados entre 1976 e 1983. Em 1983, aliás, foi registrado o maior público no Paraná: 65.493, no jogo Atlético 2 x 0 Flamengo, no Couto Pereira, pela semifinal do campeonato brasileiro.

Além do Couto Pereira, o Atlético também é recordista de público na Arena da Baixada (32 mil no primeiro jogo da final do brasileiro de 2001, 4 x 2 no São Caetano), no Durival Britto (24.303 contra o Santos (3×2), em 1968, pelo Robertão) e no Pinheirão (com o público da final do paranaense de 1998).

No interior, o rei de público é o Londrina, que em 1976 colocou mais de 54 mil pessoas no Estádio do Café.

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