Nascimento é peça fundamental
da “cozinha” do Cori.

Com tão poucas caras novas, e mantendo toda a estrutura de comissão técnica, não se esperam surpresas dentro de campo. Quem chegar ao Coritiba terá que se adaptar ao esquema tático de Bonamigo à exceção do sonhado centroavante, que terá “tratamento especial’. De resto, será visto o mesmo Coxa do ano passado, apenas com a alteração das peças, já que os titulares Pícoli, Lúcio Flávio e Da Silva deixaram o clube.

Em tese, essas vagas serão ocupadas pelos reforços os que chegaram e os que ainda não. Fabrício e Almir já treinam com o elenco, sabendo que têm a responsabilidade de chegar e assumir uma camisa titular. “O grupo é forte e tem opções interessantes. Quem decidirá sobre isso é o treinador”, desconversa Almir. “Quero aproveitar todas as chances que eu tiver”, diz Fabrício.

Já a posição que era de Da Silva será ocupada por um centroavante segundo os dirigentes (para despistar ou não), um jogador que ainda não foi citado no noticiário dos últimos dias. Apesar disso, os nomes de Sérgio Alves e Fernando Baiano ainda rondam o Alto da Glória. Esse centroavante (“Ele entra no time sem problemas. Não muda muito o planejamento tático”, garante Bonamigo) teria companhia de Adriano Chuva, outro que está perto do Cori.

A municiar essa provável nova dupla de ataque, algumas caras novas. Se Roberto Brum e Adriano com certeza estarão no time alviverde, Tcheco é uma grande incógnita. A expectativa dos dirigentes é anunciar ainda hoje a renovação dele por dois anos, mas todos preferem esperar os próximos movimentos do Malutrom, que detém 50% dos direitos do jogador.

Na armação, Almir é o favorito, mas Alexandre Fávaro e até mesmo Lima podem ser usados na posição ano passado ocupada por Lúcio Flávio, Sérgio Manoel e Evair. E na ala-direita James pode ganhar uma oportunidade por primeiro, com Ezequiel (praticamente recuperado de uma lesão no joelho) correndo por fora. Além, é claro, de Reginaldo Araújo, se permanecer no clube, e de Ceará, que ainda pode ficar.

Cozinha

Na defesa, Fernando, Edinho Baiano e Reginaldo Nascimento se tornaram imprescindíveis. A formatação de três zagueiros usando um volante deu tão certo que, quando Nascimento se lesionou durante o Brasileiro, o Coritiba ficou sem rumo. Resta saber quem ocupará a vaga de Pícoli Danilo, em tese, é a opção natural. Mas Juninho e o júnior Índio também não podem ser descartados.

Manter a base, a política alviverde

Parece muito tempo, mas o campeonato paranaense está aí, a apenas vinte dias. O Coritiba estréia no dia 26 contra o Prudentópolis, e, por enquanto, não apresenta caras muito novas em relação ao ano passado e isso, por sinal, foi uma das promessas da diretoria. A principal novidade para 2003 é justamente o fato de o clube manter quase todos os jogadores, trazendo reforços apenas para as posições mais carentes. Com isso, o Cori não será muito diferente daquele que fez boa campanha no Brasileiro do ano passado.

Segundo a diretoria, não adiantaria trazer jogadores se o clube não mantivesse suas principais peças Fernando, Edinho Baiano e Reginaldo Nascimento já renovaram e Tcheco está muito próximo da renovação. “É só comparar. Em 2001 vieram mais de cinqüenta jogadores, ano passado foram contratados 19 e este ano só virão cinco, confirmando a nossa proposta de manutenção do elenco e promoção das categorias de base”, explica o secretário Domingos Moro.

Ainda faltam dois, na conta do diretor. Já chegaram o goleiro Fernando Vizzoto (vindo do São Bento de Sorocaba), o zagueiro Fabrício (que estava na Ponte Preta) e o meia Almir (que ficou seis anos no futebol japonês). Se tudo der certo, os dois atacantes que virão completarão o elenco. “Só contrataremos mais se for muito necessário”, admite Moro uma das “necessidades’ seria a reposição de uma peça no meio, se Tcheco não ficar.

E se o Coritiba deve apresentar novas caras, elas virão de seu time júnior, que estreou ontem com derrota na Copa São Paulo. O mais esperado é o lateral-direito James, que deve ser integrado ao time principal logo após a competição. Com 17 anos, o jogador percorre o mesmo caminho de Adriano, subindo rapidamente do time juvenil James ainda passa pelos juniores, categoria que Adriano “pulou’.

Ele deve ser seguido pelo zagueiro Índio, pelo volante Cacique e pelo meia-atacante Tiago Santos, que também devem ser rapidamente aproveitados. O lateral-esquerdo Marquinhos, que também se destacou nos juvenis, mas sofre com sucessivas lesões, pode ser um dos próximos a trabalhar com Paulo Bonamigo. No time júnior estão também Lira e Thiago Soler, que já fazem parte do elenco profissional. (CT)

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