Técnico reconhece o bom momento, mas
quer os jogadores com os pés no chão.

Derrubando tabus, o técnico Paulo Campos dá seguimento ao processo de recuperação do Paraná Clube no campeonato brasileiro. Desde o seu retorno ao comando da equipe, as “nuvens negras” que pairavam sobre o clube se dissiparam, dando lugar à confiança e a certeza de que neste ritmo o Tricolor pode atingir seu objetivo.

Mesmo sendo um otimista por natureza – em sua fase anterior, muitos o criticavam pelos discursos “exagerados” -, o treinador sabe que o caminho ainda é longo e evita que o clima de “já ganhou”.

Paulo Campos tem destacado seguidamente a raça com que sua equipe vem conquistando pontos e superando dificuldades. Porém, não deixa de frisar que oito rodadas já se passaram desde seu retorno e o Paraná ainda está na zona de rebaixamento. A distância para outros clubes “encurtou”, mas será preciso manter o mesmo índice de aproveitamento nas onze partidas restantes. O Tricolor faz ainda seis jogos em casa e cinco fora, sendo que um destes confrontos será o clássico frente ao Atlético, no próximo domingo. “Temos jogos decisivos em casa, onde não podemos vacilar. Na teoria, a tabela é boa, mas cabe a nós confirmarmos isso na prática”, comentou o meia Cristian.

O Paraná tem, no mês que vem, confrontos diretos com Grêmio e Atlético Mineiro. “É importante que cheguemos bem até lá, pois resultados positivos nestes jogos poderão nos deixar em vantagem num momento decisivo”, lembrou o capitão Axel. Invicto há três jogos, o Paraná segue em vantagem contra outros clubes ameaçados pelo rebaixamento, levando-se em conta apenas as últimas oito rodadas. “Estamos recuperando terreno, mas não podemos baixar a guarda, pois qualquer deslize, neste momento, pode ser fatal”, avisou o zagueiro Fernando Lombardi.

As dificuldades fizeram com que o elenco assimilasse a pressão de estar entre os quatro últimos colocados há quinze rodadas. Muito dessa “tranqüilidade” se deve ao trabalho equilibrado de Paulo Campos. O treinador conseguiu isolar o grupo da tensão deste momento e incutir na cabeça dos atletas a necessidade de trabalhar jogo a jogo.

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