A delegação do Boca Juniors talvez não tenha encontrado o “calorcito tropical” procurado em terras brasileiras, mas se despede hoje de Curitiba na esperança de que as duas semanas de estada representem uma “porta de sorte” no Torneo Apertura do Campeonato Argentino 2011.

Essa foi a definição usada pelo presidente do clube portenho, Jorge Ameal, ao término da pré-temporada no CT do Caju. Um treino coletivo na tarde de ontem marcou o fim dos trabalhos da equipe xeneize no reduto atleticano.

Com jogadores como o meio-campista Roman Riquelme e o zagueiro Rolando Schiavi saindo de campo em silêncio, o presidente foi o único a se pronunciar em nome do Boca antes da viagem de volta. “Amanhã (hoje), nos vamos. Mas não queríamos ir nunca”, lamentou Jorge Ameal.

Mesmo sendo considerado um dos maiores clubes das Américas, o Boca Juniors está desde 2008 sem ganhar títulos. Os primeiros passos para tentar quebrar o jejum começam a ser dados a em agosto, com o início do Torneo Apertura. “Sempre temos que disputar campeonatos pra ganhar. Ultimamente nos faltou sorte”, disse Ameal.

Para tentar abafar a pressão de seus “hinchas” – como os torcedores são chamados na Argentina -, o Boca contará no Apertura com reforços como o atacante Darío Cvitanich, contratado junto ao Ajax, da Holanda, e o lateral Franco Sosa, ex-Lorient, da França.

Crente em dias melhores para seu clube, o presidente preferiu não se pronunciar sobre o que o rebaixamento do River Plate poderia influenciar na vida do Boca. “Não é nossa preocupação. De nossos rivais eu não falo”, despistou Ameal.

Parceria

A vinda do Boca ao CT do Caju pode sinalizar também uma parceria com o Atlético. “Vamos estudar uma possibilidade de convênio de participação sobre atletas”, disse Ameal, que rasgou elogios aos rubro-negros pela recepção.