Depois de dois anos da primeira consulta, o Banco Nacional do Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) aprovou o financiamento para as obras na Arena da Baixada. Os R$ 131 milhões que serão emprestados ao clube equivalem a 71% do investimento total na reforma e adequação do estádio. O valor é abaixo do pleiteado pelo Furacão (R$ 138,4 milhões), que esperava conseguir 75% do valor total da obra orçada em R$ 186,4 milhões. Agora o clube terá de dar conta de mais R$ 7 milhões.

“Ainda não tenho todas as informações aqui. Mas talvez esta diferença de valor já tenha isenção tributária, não posso argumentar agora, tem que esperar o contrato e a assinatura dele para poder ver os detalhes. Talvez a CAP S/A tenha que contabilizar isso, mas preciso ver o detalhamento do contrato para falar melhor”, explicou o secretário municipal para Assuntos da Copa do Mundo, Luiz de Carvalho.

O BNDES só liberou o empréstimo após o Atlético comprovar que está investindo 25% do valor total da obra. Com R$ 15,4 milhões do próprio bolso e mais R$ 30,8 milhões financiado pela Agência de Fomento, o clube chegou aos 46,2 milhões que precisava injetar na obra. Mas o dinheiro só deve chegar ao clube em setembro e será liberado em pequenas porções. Serão cinco parcelas de 20% do valor total, cerca de R$ 26 milhões em cada parte, liberadas depois de comprovado o investimento do valor anterior.

Mesmo com o clube ainda não se pronunciando sobre a liberação dos recursos, os governos já comemoram o fim de uma saga para conseguir a liberação dos recursos.

Foram 24 meses de espera até que o BNDES desse o OK para o pedido atleticano. A primeira consulta foi feita em agosto de 2010, pelo então governador Orlando Pessutti, mas a resposta foi negativa. A oferta foi para que o BNDES recebesse o potencial construtivo como garantia para liberar os recursos ao próprio clube. Com o “não” recebido, por se tratar de um pedido de clube de futebol e que não pode ser contemplado pelo BNDES, o Atlético e os governos do estado e município tiveram de correr atrás de alternativas para viabilizar o dinheiro. A solução encontrada foi fechar uma parceria tripla, assinada e transformada em lei em setembro de 2010. O potencial construtivo continuou como peça chave do projeto, mas com o Estado entrando como solicitante do financiamento, através da Agência de Fomento do Paraná, para repassar ao Furacão, que terá 15 anos para pagar a dívida, com carência de 3 anos e taxa abaixo do que tem sido ofertado no mercado financeiro.