Joseph Blatter voltou a descartar apoio para qualquer dos candidatos na eleição da Fifa, que será realizada no sábado da próxima semana. Em entrevista a uma rádio francesa, o suíço disse que foi procurado por quatro dos cinco candidaturas, mas rejeitou conceder apoio – Blatter segue cumprindo suspensão na entidade, por suspeita de corrupção.

“Eu não posso, não é possível [declarar apoio], ainda que quatro dos cinco candidatos tenham me procurado para conversar sobre isso”, declarou o suíço. Ele indicou que o candidato que não o contactou foi o príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein. “Você pode deduzir quem é porque ele estava contra mim”, disse Blatter aos entrevistadores, referindo-se à última eleição, na qual superou o príncipe.

Blatter revelou ainda que vem recebendo ligações de diversos dirigentes, que pedem sua indicação para saber em quem devem votar no pleito. Além de Ali Bin Al Hussein, concorrem o xeque Salman bin Ibrahim Al-Khalifa, do Bahrein, o suíço Gianni Infantino, o francês Jérôme Champagne e o sul-africano Tokyo Sexwale. “Vote com sua consciência. Vote em quem você acha que é bom”, disse Blatter à rádio francesa.

Na mesma entrevista, o suíço voltou a rebater as acusações de corrupção e saiu em defesa do ex-secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, banido do futebol por 12 anos pelo Comitê de Ética da entidade no início do mês. “Vocês podem me atacar e eu posso me defender, mas não podem atacar o secretário-geral Valcke”, declarou o suíço.

Para Blatter, o ex-secretário não foi punido por motivos éticos. “Foi apenas uma questão de controle financeiro da Fifa. Não é uma questão ética”, disse. “Valcke administrou bem a Fifa. Nos tornamos uma organização com uma reserva de 1.3 ou 1.4 bilhão de dólares”, argumentou Blatter.