São Paulo – A receita do técnico Bernardo Rezende para a olimpíada permanece a mesma. Quer a seleção jogando sempre 100% para não ter arrependimentos depois, como o “dos Jogos Pan-Americanos (o Brasil perdeu para a Venezuela na semifinal)”. Com trabalho e grupo unido, a seleção conquistou o título do mundial, no ano passado, e a liga mundial, esse ano. E foi assim, novamente, na Copa do Mundo do Japão, de onde o Brasil trouxe a taça e a vaga para disputar os Jogos Olímpicos de Atenas. Ontem, voltaram do Japão cinco dos doze jogadores que foram: Ricardinho, André Nascimento, André Heller e Escadinha. Os demais foram diretamente para os seus clubes, na Itália, e Anderson ficou no Japão.

Bernardinho repete a receita para Atenas e não adianta: deixa claro que continua a sua busca pela perfeição, ainda que ela não exista. “Dedicação ao trabalho tem sido a tônica da equipe. Nós somos um bom time, mas só vamos ganhar se jogarmos 100%. Se não jogarmos a 100% somos apenas uma boa equipe que pode perder para outras cinco ou seis boas equipes do mundo. A palavra é consistência”, avisa Bernardinho.

O levantador Ricardinho acha que para o exigente Bernardinho o time nunca vai estar jogando o máximo. “Ele vai continuar cobrando”. Mas, assim como o líbero Escadinha, acha que o Brasil tem tudo para ganhar a medalha de ouro em Atenas, se fizer um trabalho bom.

O técnico, como sempre, avisa que ninguém tem lugar fixo no grupo de 12 jogadores e nem como titular. “Não há nada fechado, tem outros jogadores que estão na órbita desse grupo. Eu só digo que para entrar não vai ser fácil. Para Atenas eu sempre digo: acordem pensando o que eu posso fazer hoje para melhorar a minha atuação. Como eu posso trabalhar hoje para ser melhor do que eu fui ontem.”