Os brasileiros Thomaz Bellucci, número 1 do País e 27 do ranking mundial da ATP, e Marcos Daniel conseguiram, nesta quinta-feira, as suas classificações às semifinais da etapa de São Paulo da Copa Petrobras, a última de uma série de seis torneios da série Challenger pela América do Sul, que está sendo realizada na Sociedade Harmonia de Tênis (zona sul de São Paulo).

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Mais uma vez na competição, Bellucci ganhou sua partida sem perder algum set. Contra o português Leonardo Tavares, número 258 do mundo, o atual campeão da competição paulistana venceu por 2 sets a 0 – com parciais de 6/3 e 6/3, em 1 hora e 16 minutos.

Tavares foi o adversário que mais trabalho deu a Bellucci até agora. Conseguiu equilibrar boa parte dos dois sets, forçou o paulista a salvar três break-points e disparou alguns excelentes golpes de forehand. O brasileiro melhorou o aproveitamento do primeiro saque, com 58% de acerto, e venceu 74% desses pontos. “Consegui jogar bem, apesar de ter começado um tanto errático, mas logo corrigi as falhas”, avaliou Bellucci. “No segundo set, Tavares passou a sacar melhor, o que dificultou os games. O importante no final foi a vitória, embora precise acertar alguns detalhes para a semifinal”.

Seu próximo rival será o brasileiro naturalizado sueco Christian Lindell, de apenas 18 anos, que derrotou o cazaque Yuri Schukin, sétimo favorito, anotando a virada por 4/6, 6/3 e 6/4, após 2 horas e 26 minutos de partida. Com os 35 pontos já acumulados, ele deve saltar cerca de 100 posições, superando em muito a meta prevista para a temporada, que era ficar entre os 500.

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GAÚCHO AVANÇA – Depois de um período instável, provocado por pequena lesão no cócix, Marcos Daniel mostrou estar de volta ao melhor tênis. Despachou com categoria o português Rui Machado, cabeça 3, por 6/1 e 6/4. Nesta sexta, ele enfrenta o francês Nicolas Devilder, que saiu do qualifying e virou em cima do paulista Rogério Dutra Silva por 2/6, 7/5 e 6/1.

“Sabia que eu ia ter de correr muito para ganhar do Machado, mas acho que fiz a tática correta contra ele e consegui anular suas melhores bolas”, contou Daniel, que caiu para o número 152 do ranking e busca reação. “A ideia era usar bastante as paralelas de backhand para tirá-lo da zona de conforto, já que ele gosta de atacar muito com o forehand. Ainda mais, quando tive dificuldades, o saque entrou e isso ajuda muito”.

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