A melhor de Rubens Barrichello ontem, depois de vencer o GP da Itália em Monza, foi lembrar que alguns meses atrás estava desempregado e, agora, luta pelo título. É a maior das verdades.

Tudo muda muito rápido na F-1. Rubens começou o ano com carteira assinada, enfim, e estava no lucro – para quem era dado como acabado, arrumara um cockpit aos 44 do segundo tempo e ganhara uma sobrevida na categoria.

Aos 37 anos, 17 deles na F-1, Rubens Barrichello diz que está tendo a chance de mostrar quem é.

“O que está acontecendo comigo neste ano significa muito. Estou podendo mostrar o verdadeiro “eu’, quem eu sou de verdade. E é incrível. Em janeiro deste ano, eu não tinha emprego. Em fevereiro, também não. Agora tenho um carro competitivo, numa equipe competitiva, um ótimo motor. É um momento muito especial”.

Com duas vitórias no ano e 14 pontos para descontar em quatro corridas em relação a Jenson Button se quiser conquistar o título, Rubens falou ontem em Monza que já considera o ano “vencedor’.

“Isso é a vida. A gente aprende com os erros. Eu tive bons anos de Ferrari, me tornei um piloto melhor. Mas o que estou vivendo agora é diferente”.

Barrichello disse que se lembra “como se fosse ontem’ quando viu o carro da Brawn pela primeira vez, em Barcelona. Button estava escalado para o primeiro teste.

“Ele deu quatro voltas, chegou nos boxes e eu perguntei o que tinha achado. “É um grande carro”, ele me respondeu. Então eu disse para ele sair de lá que queria guiar logo”, contou. “Nunca vou me esquecer disso”. São 14 pontos a separá-los e quatro GPs para o fim do Mundial. Barrichello teria de descontar uma média de 3,5 por prova para empatar.

O que se verá até o fim do ano é uma marcação homem-a-homem de Button sobre ele, que é franco atirador e não tem muito a perder. Jenson, se não for burro, leva. Mas Rubens está chegando.

Crise

Os sinais que apontavam a inocência e o desconhecimento de Fernando Alonso sobre a polêmica do GP de Cingapura de 2008 – a combinação de Nelsinho Piquet, Flavio Briatore e Pat Symonds para que o brasileiro batesse e causasse um acidente para beneficiar o bicampeão, que acabou vencendo a corrida – foram postos à prova ontem pelo diário espanhol Sport.

Segundo o jornal, Nelson Piquet-pai garantiu aos comissários que o entrevistaram sobre o caso que o asturiano estava informado sobre o que ia acontecer. “Fernando sabia de tudo”, afirmou o tricampeão, de acordo com as informações do Sport.