O barco Kerubim.

A embarcação paranaense Kerubim, disputando a tradicional Regata Internacional Recife – Fernando de Noronha, classificou-se em quarto lugar na categoria RGS e em 21.º na geral. A prova atrai, todos os anos, competidores do Brasil e de várias partes do mundo.

A Refeno, como é conhecida a prova, é considerada a primeira regata oceânica do país. Ela foi criada há 18 anos e cresceu tanto, que hoje é necessário limitar o número de participantes. ?Nós teríamos chegado em segundo lugar, se estivéssemos mais leves. Tínhamos 1.500 litros entre água, combustível e refrigerantes. Mais a experiência valeu para o futuro?, declarou Antônio Leão.

O ?time? paranaense estava composto dos tripulantes Jaime da Silva Telles, Armando Jorge Dreyer, Erick Eidan, da marinheira Silvana Reinert Buerger e do mestre amador Antônio Henrique Porchat de Leão. ?O Kerubim, de 42 pés, é uma embarcação valente, espaçosa, confortável e preparada para grandes navegações e regatas. O estaleiro Tor Iates pode se orgulhar deste projeto que colocou no mercado?, concluiu Toni Leão.

Os barcos partiram do Marco Zero, ponto turístico de Recife, com destino a Fernando de Noronha, ilha oceânica de águas cristalinas, onde se encontra natureza pura, com golfinhos e atobás fazendo a festa dos visitantes. Foram 300 milhas náuticas de percurso, ou 545 km entre céu e mar, onde o Kerubim concorreu com um barco de 86 pés, de Porto Alegre, que não pertencia à classe.

A regata foi organizada pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco, em parceria com a Federação Pernambucana de Vela e Motor, e quebrou o recorde de 2004. Foram 146 barcos inscritos, com veleiros de diversos tamanhos e categorias diferentes. A vitória na geral foi da embarcação Ave Rara, um trimarã de Pernambuco, barco espartano e muito veloz, comandado por Vicente Gallo.