O Barcelona enviou nesta quinta-feira uma carta em resposta à Fifa, explicando as razões de não liberar o argentino Lionel Messi para o torneio olímpico de futebol de Pequim. O clube espanhol vai contra a recomendação da entidade, e argumenta que não pode prescindir do jogador no início da temporada 2008/09.

Na quarta-feira, a equipe catalã recebeu uma carta da entidade máxima do futebol, que reiterava a recomendação para que os clubes liberem seus atletas com menos de 23 anos para a Olimpíada. Messi tem 21. A diretoria resolveu, então, mandar uma nova carta à Fifa, confirmando que não tem a intenção de liberar o atleta.

Na resposta, o Barcelona afirma que não vai liberar o jogador porque não é obrigado a fazê-lo segundo as regras vigentes na Fifa. O clube diz que tem o apoio da federação espanhola e da associação de clubes europeus para impedir a ida de Messi a Pequim. “Continuamos achando que temos razão. Assim como os clubes alemães também acham”, defende-se o diretor Txiki Begiristain.

O caso não é o único que provoca polêmica entre jogadores e clubes europeus. Os brasileiros Diego, do Werder Bremen, e Rafinha, do Schalke 04, também não foram liberados pelos clubes. No entanto, ambos apresentaram-se à seleção. As equipes alemãs devem levar o problema à Corte Arbitral do Esporte (CAS).