Foto: Arquivo/Tribuna
Barbieri afirma que o
primeiro tempo contra o
Rio Branco é o modelo ideal.

A atuação do time no primeiro tempo do jogo de quarta-feira passou a ser modelo na Vila Capanema. Não foi para menos que o técnico Luiz Carlos Barbieri rotulou de irrepreensível a postura do Paraná Clube na partida que garantiu o clube em mais uma final de campeonato. Com um futebol envolvente e de alto nível o Tricolor atropelou o Rio Branco. Euforia que durou poucas horas. No dia seguinte, novamente o clima de austeridade tomou conta do elenco e da comissão técnica. ?Falta pouco, mas nosso objetivo ainda não foi alcançado?, resumiu o capitão Beto.

A volta do meia está intimamente ligada ao rendimento do time. Ocupando os espaços com correção, Beto é hoje o ?termômetro? da equipe. Ele foi eficiente na marcação e contundente no ataque e sob a sua batuta o Paraná fez a melhor partida na temporada. ?Entramos muito concentrados. Recentemente, havíamos tido dificuldade frente ao Iraty e a idéia era garantir a vaga jogando bem?, comentou Beto. ?Com essa postura, acabamos tornando o jogo fácil?.

Barbieri assina embaixo. ?No intervalo, não precisei falar praticamente nada. Fluiu tudo com perfeição: marcação, velocidade. O resultado foi um time com muita dinâmica?, analisou o técnico paranista. Para Barbieri, a classificação para a final do Paranaense foi um prêmio à obstinação do grupo, que nunca desistiu e confiou na sua qualidade. ?Houve momentos em que o potencial do Paraná foi questionado. Se a diretoria teve cabeça fria para apostar no trabalho, os jogadores souberam dar a resposta. Mas, ainda há um objetivo maior a ser alcançado?.

Mesmo não tendo pela frente o ?calor? de Campo Mourão – o jogo foi homologado ontem pela Federação Paranaense de Futebol para o Estádio Willie Davids, em Maringá – o técnico paranista joga o favoritismo para a Adap. ?Se a gente vem de boas atuações, eles eliminaram Atlético e Coritiba, favoritos ao título. E não foi por acaso?, comentou Barbieri. O treinador lembra que mesmo tendo vencido os dois jogos contra a Adap, na primeira fase, o Paraná teve extremas dificuldades, tanto fora como em casa.

O técnico aprovou a marcação do jogo para a Cidade Canção. ?É sempre bom jogar em um estádio mais confortável. Em Campo Mourão, assim como em Paranaguá, os vestiários são muito acanhados. No Litoral, havia só um vaso sanitário. É duro?, disse Barbieri. ?Agora, se vamos para um estádio teoricamente neutro, não significa que o jogo será fácil. A Adap tem um time qualificado e para trazermos a vantagem para o Pinheirão teremos que jogar muita bola?, finalizou.

Sem mistério na escalação

Com a volta de Gustavo à zaga, o Paraná está pronto – e com sua força máxima – para o primeiro jogo da final do Paranaense. Avesso ao ?esconde-esconde?, tão comum em partidas decisivas, o técnico Luiz Carlos Barbieri prefere sair do lugar comum e antecipou seu time sem realizar um treino sequer. ?Nesse momento da competição, não há o que esconder?, disse o técnico, visivelmente alfinetando Iraty e Rio Branco, que adotaram ?tática do silêncio? quando o assunto era a escalação de suas equipes.

Sem jogadores lesionados ou suspensos – a exceção é o ala-direito Alex, que segue no departamento médico -Barbieri vai poder escalar a melhor equipe, no momento, para o primeiro duelo contra a Adap. O time que já está na cabeça dos tricolores, empolgados com a possibilidade de reconquista da hegemonia do futebol paranaense. Flávio; Gustavo, Émerson e Neguete; Goiano, Rafael Muçamba, Beto, Sandro, Maicosuel e Edinho; Leonardo. Com este onze em campo, o treinador espera, na condição de visitante, mais uma vez atrapalhar a festa dos donos da casa, como já ocorreu nas fases anteriores.