Foto: Arquivo/Tribuna
Técnico do Paraná
quer um time pegador em Paranaguá. Partida será nervosa, prevê Barbieri.

Uma vitória no domingo – às 15h40, no Estádio Nelson Medrado Dias – seria um passo decisivo para chegar a mais uma final de Paranaense. Mais do que isso: com três pontos, o Paraná Clube garante, matematicamente, presença na próxima edição da Copa do Brasil, competição da qual não participa desde 2002. Neste mesmo período, o Tricolor não conquistou mais nenhum título e sequer chegou a decisões. Para pôr fim ao incômodo jejum, a aposta é na força do elenco, que até aqui apresenta um aproveitamento de 62,5%.

?Copa do Brasil é importante, sim, mas não o nosso foco, no momento. Quero mais, quero o topo?, disse Luiz Carlos Barbieri.

No início do campeonato, escaldado por recentes fracassos – nos três anos anteriores, o Paraná não passou sequer da primeira fase -, todos tinham dois objetivos em mente e o primeiro deles era a classificação para o torneio que é visto como ?atalho? para a Libertadores. Mesmo sem colecionar campanhas tão expressivas na Copa do Brasil, o Tricolor por quatro vezes encheu sua torcida de esperança, avançando até às quartas-de-final, mas sempre esbarrando nas equipes de ponta de São Paulo (Corinthians, por duas vezes, Palmeiras e Santos).

Como tem um ponto de vantagem sobre Adap e Rio Branco e dois à frente de Coritiba – os demais semifinalistas -, o Tricolor garante a terceira colocação com mais uma vitória, independente dos demais resultados. Os jogadores sabem que terão que enfrentar um time aguerrido, jogando no ritmo da torcida local. Isso, no entanto, não inibirá o Paraná. ?É importante fazer o resultado fora, para jogarmos em casa com maior tranqüilidade, sem a necessidade de furar uma possível retranca?, comentou Maicosuel.

Barbieri promete um time ?raçudo? e programado para não dar espaços ao Rio Branco. ?Jogo sempre para vencer. Só posso dizer se um empate é bom ou ruim após a partida?, comentou o treinador. Sob essa diretriz, o Paraná, que obteve vitórias significativas fora de casa (sobre Adap e Iraty, em especial), pode carimbar já neste fim de semana a sua presença na Copa do Brasil, reabrindo uma fonte de renda para o clube e uma vitrine para os atletas. ?É jogo duríssimo e por isso temos que jogar com inteligência. Marcar muito forte e sair sempre em velocidade?, comentou o artilheiro Leonardo. Foi com essa estratégia que o Tricolor superou seus maiores obstáculos neste estadual. ?Corremos por fora e é bom que continuem pensando assim. Não somos favoritos, mas garra é o que não vai faltar a esse time?, assegurou o atacante, que balançou as redes sete vezes neste estadual. ?Em jogos decisivos, as chances são raras. Por isso, é importante entrar em campo concentrado para não vacilar. Apareceu a oportunidade, tem que matar?, finalizou.

Hora da reflexão, ou do mistério?

Sandro ou Marcelinho? Esta foi a única dúvida deixada no ar pelo técnico Luiz Carlos Barbieri após o coletivo de ontem no Pinheirão. Mas, outras variações podem ser testadas hoje e o Paraná Clube – ao contrário de jogos anteriores – só terá o seu time definido momentos antes da partida em Paranaguá. Pelo menos é o que promete o comandante paranista, que avisa: ?Para chegar, tem que ralar?.

Barbieri sabe que em jogo decisivo a superação é, quase sempre, mais importante que a técnica. ?O que não podemos é achar que só na técnica se ganha um título. Neste jogo, por exemplo, o Rio Branco não pode ter mais motivação, mais pegada que a gente?, disse. Nessa previsão de um jogo truncado e decidido no detalhe – e até mesmo na força física – a balança pende para o lado de Sandro. Com um estilo de jogo de maior ?explosão?, o meia entrou nos 20 minutos finais do coletivo, justamente na vaga de Marcelinho, que já possui uma característica de cadenciar o jogo e priorizar o toque refinado. Antes do treino de ontem, Barbieri conversou com Sandro por 15 minutos. Não disse qual o teor do bate-papo, mas o meia deixou o Pinheirão animado com a possibilidade de reaparecer entre os titulares. Marcelinho, na outra ponta dessa disputa, se diz tranqüilo e que não se sente ameaçado. ?Quem decide é o Barbieri. Estou trabalhando para continuar no time, mesmo sabendo que não fiz bons jogos com o Iraty?, disse.