O presidente do Grêmio Maringá, Aurélio Almeida, afirma que pretende buscar na Espanha o dinheiro que cobriria os atrasos salariais do clube. Para viajar, entretanto, o dirigente precisa de autorização judicial. Almeida cumpre, sob liberdade vigiada, pena de dois anos e três meses por usurpação da função pública (usou policiais como guarda-costas).

Semana passada, o cartola deixou a Colônia Penal Agrícola de Piraquara. Ele ficou sete meses detido, primeiro em Chapecó (SC), depois no Paraná. Solto, viajou para Maringá e assistiu a vitória do Galo sobre o Londrina, por 1 x 0, domingo no Willie Davids.

O dinheiro que Almeida espera receber na Espanha deve-se a sua atividade de agente de jogadores. Em entrevista ao FutebolPR, em dezembro, o presidente do Grêmio afirmou que o Barcelona lhe deve US$ 2 milhões. O dirigente teria intermediado as contratações do zagueiro Fábio Rockembak, ex-Internacional, e do meia Giovani, ex-Cruzeiro.

O atraso salarial de sete meses não aflige, por enquanto, parte do elenco atual. A maioria chegou em janeiro. Mas para Bastos, goleiro, Paulo Henrique, volante, e Everton, remanescentes de 2003, o drama é real há tempos.

Domingo

O Grêmio Maringá joga domingo, às 16h, contra o União Bandeirante, pelo paranaense. Em Bandeirantes, Oséas volta à zaga, após cumprir suspensão. No treino de amanhã, o técnico Jorge Anadon deve confirmar a escalação.