O Paraná Clube encara hoje o Coritiba e suas próprias limitações. Para chegar à terceira final consecutiva do Campeonato Paranaense, o Tricolor precisa de uma vitória por pelo menos dois gols de diferença. Nesta ?era? Paulo Bonamigo, apesar do rendimento acima da média (63,16%), o time só conseguiu quatro vitórias – dentre as 11 obtidas – com boa margem de gols.

A mais recente delas – sobre o Inter (2×0), na Copa do Brasil -fornece o combustível para o Paraná no clássico desta tarde. ?Temos que ser precisos. Marcar forte, impondo o nosso ritmo, mas sem afobação?, destacou o volante Goiano, confirmado como o substituto de Jumar, suspenso. A outra alteração ocorre na zaga, com Nem ocupando a vaga de Luís Henrique, que também cumpre automática.

O treinador deixou uma dúvida no ar quanto a ala direita, mas deve novamente apostar suas fichas no garoto Araújo. ?Talvez não seja a hora para improvisar?, disse Bonamigo, dando a dica.

A outra opção seria o meia Rodrigo Pimpão. ?Os dois estão motivados, um começa e o outro pode terminar o jogo?, despistou o comandante paranista. Independente das peças, o que ele espera é a mesma atitude que o time apresentou frente ao colorado gaúcho.

?É outra competição, onde se tem ainda o peso da rivalidade. Mas podemos fazer um grande jogo e garantir essa vaga?, lembrou o garoto Giuliano, mais uma vez confirmado na ligação entre meio-de-campo e ataque. Com a sustentação defensiva proporcionada por zagueiros e volantes, Bonamigo quer o time variando as jogadas pelos flancos e pelo meio, com o trio formado por Araújo, Giuliano e Éverton. Uma estratégia que visa ?alimentar? os atacantes Joelson e Fábio Luís.

O Paraná, se repetir o que vem fazendo nos jogos recentes disputados em casa, deve entrar em campo aplicando uma marcação-pressão sobre o adversário. ?Temos que ter atitude, não desespero?, avisou Bonamigo.

?É claro que se fizermos um gol no início, melhor, mas temos 90 minutos para decidir?, frisou, usando como exemplo o recente triunfo sobre o Inter, onde o Tricolor foi consistente o jogo inteiro, mas só fez os gols no segundo tempo. Com ?cabeça fria? e bola no pé, o Paraná corre atrás de sua terceira vitória em clássicos, nesta temporada. (IC)