A partida entre Atlético e Santa Cruz, que acontece amanhã, às 16h, na Arena da Baixada, promoverá um reencontro da torcida com um velho conhecido. Nada menos que o folclórico treinador Milton Mendes, atualmente o comandante do time pernambucano.

O treinador, que esteve no Furacão entre abril e setembro do ano passado, ficou marcado nesta passagem pelo trabalho dentro de campo, mas também pelo que aprontou fora das quatro linhas. Com MM (como ficou conhecido), o Rubro-Negro teve um início avassalador no Campeonato Brasileiro. Nas cinco primeiras rodadas, venceu quatro e perdeu apenas uma. Ao longo de todo o primeiro turno, o torcedor atleticano chegou a sonhar com Libertadores.

Coincidência ou não, o Santa Cruz também tem um bom começo de Brasileirão com o técnico. Nestas cinco primeiras rodadas, foram duas vitórias, dois empates e uma única derrota. Até a terceira rodada, o Cobra Coral era o líder do torneio e vem fazendo boas partidas.

Só que fora de campo, Milton mostrou um lado despojado, divertido, que agradou alguns, mas incomodou outros. Quem não se lembra da famosa entrevista com o capacete? Alías, o capacete surgiu por conta de uma aposta que o treinador fez com os jogadores. Se o Atlético se classificasse na Copa Sul-Americana e vencesse o Goiás naquela semana, ele deixaria os jogadores rasparecem sua cabeça. Como o time alcançou os objetivos, o técnico escondeu a careca embaixo do capacete.

Além disso, volta e meia brincava em entrevistas e comemorava gols e vitórias com a torcida. Só que, internamente, isto não pegou bem. Tanto que o então presidente Mario Celso Petraglia disse que com o tempo todos iriam saber quais motivos, além dos resultados no campo, que levaram o clube a mandá-lo embora.

Inclusive, Petraglia voltou a alfinetar o treinador esta semana, desta vez via redes sociais. Ao comentar uma matéria em que o nome de Milton era cogitado no Braga, ele foi enfático. ‘Pelo que conheço do homem não irá! Ele gosta de ser o manager geral do clube‘, disse o dirigente.

Quando um torcedor indagou se um dos motivos da demissão no ano passado foi por isso, Petraglia manteve o mistério no ar. ‘Um dia comentarei as razões, perguntem porquê não ficou no Japão‘, respondeu ele, citando a rápida passagem do técnico pelo Kashiwa Reysol.

Mesmo assim, problemas internos à parte, provavelmente quando retornar à Arena da Baixada, Milton Mendes deve ser bem recebido pelos torcedores atleticanos.

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