São apenas três pontos dos últimos quinze disputados – uma vitória só em cinco jogos, portanto. E apenas um gol marcado neste período. Se quisermos ser um pouco mais otimistas, são duas vitórias nas últimas sete rodadas – e três gols. Convenhamos que não ajuda muito. É, portanto, o pior momento do Atlético no Campeonato Brasileiro. A série negativa fez com que o time perdesse fôlego na disputa pelo G4, estando agora a sete pontos do Corinthians (33 contra 40), que abre a zona de classificação para a Copa Libertadores. A torcida já sabe quem responsabilizar, e a cada jogo em casa cobra diretamente a diretoria, personalizando no presidente do Conselho Deliberativo, Mário Celso Petragliaa, que todo mundo sabe ser o homem forte do Furacão.

Mais que isso, pela primeira vez o ambiente interno está abalado, com as saídas de Walter e Vinícius ainda não assimiladas por completo e com opiniões bem distintas sobre os problemas do time. Para aliviar tanta pressão, não há o que fazer senão vencer o desesperado Internacional, antepenúltimo colocado do Brasileirão, neste domingo (11), às 16h, na Arena da Baixada. Apenas um triunfo fará a poeira baixar no CT do Caju – poeira jogada para cima por Paulo André e rebatida por Paulo Autuori e Weverton.

Após a derrota e a atuação ruim contra o Figueirense, o zagueiro Paulo André não mediu palavras e disse que é difícil pensar em G4 no atual momento rubro-negro. “Futebol é investimento. Futebol não foge de você ter elenco grande, qualificado e numeroso. Isso é botar dinheiro. Tenho certeza que a folha do Atlético-PR é uma das mais baixas do Campeonato Brasileiro e isso se reflete no segundo turno”, afirmou, em entrevista às rádios Banda B e Transamérica.

A entrevista não caiu bem. Na coletiva da sexta-feira (9), o técnico Paulo André e o goleiro Weverton rebateram o zagueiro – uma discussão, registre-se, entre o capitão do time, o treinador e um dos jogadores mais respeitados do País, líder do Bom Senso FC. “Se a gente analisar bem com calma, a gente está na frente de muita gente que está gastando bem mais. Isso não é o problema. Não tem que ficar se lamentando com isso, mas agradecer a oportunidade de estar em um grande clube, com uma grande estrutura e pensar pra frente”, falou Weverton.

O ruído ficou mais evidente com a resposta de Autuori. ” Eu trabalho com aquilo o que é a realidade e tenho a responsabilidade de tirar o melhor de todos. Em nenhum momento eu não vou aceitar qualquer justificativa sobre o que se passou no jogo contra o Figueirense”, atirou o treinador, que ainda não engoliu o rendimento do time em Florianópolis, a ponto de ameaçar fazer profundas alterações no time. “Estou preparado para situações e temos que dar uma reposta. Já demonstramos em outros momentos. Qualidade para fazer já se fez e o momento não é de muito papo. É de atitude”, disse ele, sem querer explicitar o que pode fazer na equipe. Por uma dessas coincidências, um desfalque certo é justamente Paulo André, que tomou o terceiro cartão amarelo e cumpre suspensão.

Seja o time que for, Autuori quer dedicação e bom futebol. E não quer ninguém preocupado com a pressão da torcida e as críticas da imprensa. “Para mim, particularmente, pressão de torcida, imprensa e zero à esquerda é a mesma coisa. Porque são situações naturais dentro do futebol. Quem não estiver preparado para isso, não vai vingar no futebol. A mim não diz absolutamente nada. Eu mesmo me ponho pressão muito mais que a torcida”, finalizou o treinador rubro-negro.

Ficha técnica

SÉRIE A
2º Turno – 24ª Rodada

ATLÉTICO x INTERNACIONAL

Atlético
Weverton; Léo (Rafael Galhardo), Thiago Heleno, Marcão e Nicolas; Otávio, Hernani, Pablo, Lucas Fernandes (Luciano Cabral) e Luan (Sidcley); André Lima.
Técnico: Paulo Autuori

Internacional
Danilo Fernandes; William, Eduardo, Ernando e Geferson; Anselmo (Eduardo Henrique), Rodrigo Dourado, Seijas e Valdívia; Nico López e Aylon.
Técnico: Celso Roth

Local: Arena da Baixada
Horário: 16h
Árbitro: Paulo Schleich Vollkopf (MS)
Assistentes: Leandro dos Santos Ruberdo (MS) e Cícero Alessandro de Souza (MS)