A oposição segue em busca de um nome forte para bater de frente com Mário Celso Petraglia, ou alguém por ele indicado, nas eleições para definir o presidente do Atlético. E quem ganhou bastante força foi o do vereador Paulo Rink. O ex-atacante admitiu que foi procurado.

“Fui convidado sim, mas não penso em aceitar nesse momento pela existência de dois grupos de oposição. Apesar de ter colocado meu nome para ajudar o clube, do jeito que está vou me abster”, disse. Rink acredita que o ideal para o Furacão seria unificar os três grupos, ou seja, a formação de uma chapa única, inclusive com membros da atual gestão. “Eu preferiria assim, mas sei que talvez isso não seja possível. Talvez eu seja só um sonhador”, ressaltou. O responsável pelo convite foi o grupo do advogado Henrique Gaede, um dos líderes e candidato ao Conselho Deliberativo. O outro grupo, que se chama Democracia Atleticana, ainda não tem candidato.

Rink teve uma passagem conturbada pelo clube em 2011. O ex-jogador exercia a função de gerente de futebol da gestão Marcos Malucelli e foi acusado de falta de comprometimento com o time no ano em que o Furacão foi rebaixado para a Série B.

Três nomes em pauta

Aparentemente mais organizado, embora o outro grupo já tenha oficializado sua chapa, o lado que convidou Rink trabalha ainda com outros dois nomes. O primeiro é João Alfredo da Costa Filho, duas vezes vice-presidente da atual gestão. O segundo é o do ex-presidente do conselho deliberativo e campeão brasileiro de 2001, Guivan Bueno.

Os esforços do grupo são para definir logo quem será o candidato para com isso conseguir mais apoiadores e tentar a unificação da oposição. “Somos todos atleticanos e temos o mesmo objetivo, que é ajudar o Atlético”, explicou Fernando Munhoz, ex-conselheiro e coordenador da campanha do grupo.

Munhoz confirmou que a busca do nome ideal para concorrer não foge muito do trio Rink, Bueno e João Alfredo. “É muito próximo disso. São grandes atleticanos, todos com história no clube e com carinho da torcida. Na próxima semana definimos o nome para lançar a chapa”, disse.

Apoio

O grupo já tem o apoio oficial dos ex-presidentes Ònio Fornéa, Valmor Zimermann e Marcos Coelho, este campeão brasileiro de 2001 ao lado de Guivan Bueno. “Vamos reagrupar os atleticanos, oposição e torcida. O nome será conciliador e unânime”, acrescentou.

Um dos trunfos da oposição são as falhas da atual gestão. Na prorrogação do mandato de Petraglia por mais um ano, a promessa do atual presidente era que 2015 seria o ano do futebol. “Disputamos o torneio da morte do Paranaense, fomos eliminados pelo Tupi e precisamos pontuar para escapar do rebaixamento. Esse é o ano do futebol?”, concluiu Munhoz.

Capitu na Baixada? Veja mais na coluna polêmica de Mafuz!

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