O Atlético se despediu da temporada de 2017 com uma vitória por 3×0 sobre o Palmeiras, na Arena da Baixada, neste domingo (3). Já classificado para a Sul-Americana, o Furacão ainda sonhava com uma vaga na Libertadores, mas não foi favorecido pelos resultados dos concorrentes diretos, incluindo a Chapecoense, que venceu o Coritiba e decretou o rebaixamento do Alviverde. Os poucos torcedores que compareceram ao estádio, ao que parece, não se importaram muito com o fato de, mesmo com a vitória, o time ter terminado em 11º. Mais do que comemorar os três pontos, muitos atleticanos se deleitaram com o revés do arquirrival, que vai disputar a Série B.

A partida de despedida do Brasileirão também marca o começo do processo de reformulação para o ano que vem. A primeira baixa confirmada foi a saída do goleiro Weverton que, negociado com o próprio alviverde paulista, não entrou em campo para se despedir. Outro que oficializou a saída logo após a partida foi o gestor Paulo Autuori, que indiretamente confirmou o desligamento, também, do técnico Fabiano Soares.

Paulo Autuori já se desligou do clube. Fabiano Soares deve ser o próximo. Foto: Albari Rosa
Paulo Autuori já se desligou do clube. Fabiano Soares deve ser o próximo. Foto: Albari Rosa

“A diretoria queria que eu voltasse ao comando técnico e acumulasse algumas funções que exerço atualmente. Agradeci, mas não posso contrariar o que já disse: não volto a ser treinador no Brasil”, afirmou, aproveitando a oportunidade para elogiar o Rubro-Negro.

“O case do Atlético é uma referência. Nenhum clube fez tanto, em termos de estrutura e patrimônio nos últimos 20 anos”, completou ele, que acredita que faltou ao Furacão mais competência na cobrança das penalidades.

“Faltou fazer a bola entrar na hora dos pênaltis. Perdemos contra o Coxa, contra o Cortinthians, contra Atletico-GO e contra o Avaí. Poderia ter feito a diferença”.

Autuori aproveitou para elogiar o trabalho de Fabiano Soares, que foi sua indicação para o comando do time. “É um treinador jovem, para quem desejo muito sucesso para o futuro”.

E na despedida ainda não oficializada, o treinador montou um time veloz, que mandou no jogo do início ao fim. Com Lucas Fernandes e Matheus Rossetto em tarde inspirada, a bola chegava com qualidade ao ataque, que tinha Ribamar e Ederson alertas. Para ajudar, o Palmeiras apresentou uma defesa desatenta, que fez com que o goleiro Fernando Prass gastasse a voz para pedir concentração. Mas não adiantou.

O Furacão fez jus à alcunha e resolveu o jogo ainda na primeira etapa. O primeiro gol veio logo aos cinco minutos, com um oportunista Ribamar aproveitando o lançamento de Lucas Fernandes. Depois, foi a vez de Ederson marcar de pênalti, em um lance questionado pelos palmeirenses. Por fim, Sidicley deixou o dele, após o cruzamento rasteiro de Ederson. Com 3×0 no marcador, o time desacelerou na etapa final, mas nas poucas oportunidades criadas pelo Palmeiras, Santos apareceu bem, prenunciando uma boa disputa na meta atleticana entre ele e o ex-paranista Léo.

Ao final da partida, o atacante Douglas Coutinho, que entrou no decorrer do jogo, lamentou o fato de o time não ter feito mais atuações contundentes como a deste domingo. “Foi uma vitória excelente. Se há dez jogos tivéssemos feito assim, teríamos encostado no G6. Que esta disposição sirva de exemplo para a próxima temporada”, ressaltou.