Weverton; Eduardo, Gustavo, Kadu e Natanael; Deivid, Hernani, Felipe, Douglas Coutinho e Nikão (Marcos Guilherme); Walter. Não, esta não é a escalação do Atlético para a partida contra o Grêmio, domingo, na Arena Grêmio. Mas o torcedor mais desavisado poderia achar que é, uma vez que lembra muito as formações do Furacão nos últimos jogos. Isto porque esta é uma escalação baseada entre os jogadores que mais vezes começaram jogando com o técnico Milton Mendes.

Até aqui, em nove partidas no comando do Rubro-Negro, o treinador utilizou 21 jogadores entre os titulares, sendo que quatro deles estiveram presentes em todos os jogos entre os onze iniciais: o goleiro Weveton, o lateral-direito Eduardo, o zagueiro Gustavo e o lateral-esquerdo Natanael. A defesa, aliás, é o setor menos modificado até aqui.

Chegaram depois

Junto com o quarteto, quem aparece com frequência entre os titulares é o zagueiro Kadu, que começou jogando em sete oportunidades.

Só não foi titular nas duas primeiras partidas, quando Léo Pereira formou a dupla de defesa com Gustavo. No entanto, o dono da camisa 4 atleticana não estava no elenco ainda no primeiro jogo, chegando apenas quatro dias antes da segunda partida, o que explica sua ausência. Porém, depois que entrou, não saiu mais, corrigindo algumas falhas do setor defensivo
Logo depois deles, quem mais atuou como titular foi o atacante Walter, também sete vezes titulares. Ele só ficou de fora da goleada por 4×1 sobre o Prudentópolis, pelo Campeonato Paranaense, quando ainda não estava no clube, e na vitória por 2×1 sobre o Joinville, quando estava suspenso.

Meio sofreu com desfalques

Se a defesa e o ataque praticamente foram mantidos por Milton Mendes, o mesmo não se pode falar no meio-campo. Porém, as várias mudanças – que nem foram tantas assim – se devem mais a lesões e outros fatores do que uma escolha do treinador. Entre os meio-campistas, os que mais apareceram entre os titulares foram Deivid, Hernani, Felipe e Douglas Coutinho, que começaram jogando em cinco oportunidades cada um. Na sequência, estão otávio, Marcos Guilherme e Nikão, com quatro jogos.

Entre estes que mais jogaram, Deivid só perdeu a titularidade porque se lesionou, assim como Felipe, que somente agora está recuperado e volta a ficar à disposição do treinador. Outro bem aproveitado mas que não teve sequência foi Marcos Guilherme. Mas a ausência do meia se deve á sua convocação para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo sub-20.
Ainda assim o comandante rubro-negro manteve a lógica. Tanto que o substituto de Deivid foi Otávio, que depois que entrou na equipe não saiu mais. Também é o caso de Nikão, que aproveitou a convocação de Marcos Guilherme e o problema extracampo de Marco Damasceno para ganhar uma oportunidade e se firmar no time.

Outro lado

Por outro lado, assim que foi conhecendo o elenco, Milton Mendes foi formando os titulares, mas outros jogadores acabaram perdendo espaço. Casos do volante Paulinho Dias, do meia Bady e do atacante Dellatorre, que foram titulares nos dois primeiros jogos com o treinador e depois só figuraram no banco de reservas. Bady entrou no decorrer do jogo duas vezes, enquanto Dellatorre apenas uma vez. Já Paulinho não atuou mais.

Sem invenção

A base vem sendo mantida, mas foi ganhando uma cara aos poucos. Do primeiro jogo da era Milton Mendes, na goleada por 4×1 sobre o Prudentópolis, para a última partida, na vitória por 2×0 sobre o Vasco, somente quatro jogadores seguem entre os titulares, justamente os únicos que começaram todos os jogos.Mas vale ressaltar que o técnico jamais fez mudanças drásticas entre um confronto e outro. A vez que ele mais fez altera&c,cedil;ões foi contra o Tupi-MG. Entre a derrota em Juiz de Fora e a eliminação na Arena da Baixada foram quatro mudanças. Nos demais jogos, Milton sempre manteve a base, mudando uma ou duas peças. Ele repetiu a escalação apenas uma vez, nas vitórias por 2×1 sobre o Tupi e por 3×0 sobre o Internacional.

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