Em um ano de tantas mudanças, o zagueiro Paulo André está garantido no Atlético em 2018 e terá a responsabilidade de ser o líder do elenco. Aos 34 anos, o defensor renovou contrato com o Furacão para a próxima temporada e se vê em meio a uma nova realidade.

Com as saídas do volante Lucho González e do atacante Eduardo Silva, além da negociação do goleiro Weverton, que era o capitão do time, Paulo André se torna o atleta mais velho do grupo e também o mais rodado. Dos trintões, além dele apenas o lateral-direito Jonathan, de 31 anos, permanece para o ano que vem. A missão será conduzir a garotada e os novos reforços.

Mas não é só pela idade que o zagueiro será o líder do Rubro-Negro em campo, mas, principalmente, por seu comportamento fora dele. É tido dentro do clube como um exemplo, fez cursos de gestão e deve ser uma peça importante no elenco atleticano, levando em conta o modelo de gestão que o clube quer implantar na próxima temporada.

Na última entrevista coletiva que participou, o jogador elogiou o atual modelo do clube. “Evidentemente que o Atlético tem tido sucesso nos últimos anos apesar da receita muito menor que a dos outros competidores, dos 12 maiores, o Atlético faz isso por causa da sua gestão, que é enxuta, e também por causa da ideia de jogo que ele busca usar. Vai buscar um treinador que ninguém conhece para tentar esse diferencial, porque com atletas e com salário, não dá”, disse ele na oportunidade, após a derrota por 1×0 para o Cruzeiro.

O defensor mora no CT do Caju e convive com jogadores de outras categorias, sendo um ídolo da piazada. No passado, foi um dos líderes do extinto movimento Bom Senso FC e não abre mão da qualidade de vida e por isso optou por não ter carro. Para passar o tempo, lê livros em inglês e francês, cuida de árvores bonsai e joga xadrez.

Só que não é só a experiência que será importância. Nesta temporada, Paulo teve um ano irregular, devido à algumas lesões sofridas. Das 72 partidas do Atlético no ano, jogou apenas 40. Chegou a pensar em se aposentar, mas optou por atuar mais uma temporada. O rendimento no segundo semestre o motivou a continuar e ele repassou para a diretoria que se sentiu muito bem fisicamente nos últimos jogos, dando a si próprio uma nova chance.

Em 2018, certamente o xerifão atleticano não jogará todas as partidas, mas deve assumir a braçadeira de capitão deixada por Weverton para liderar o Furacão, dentro e fora de campo.