Só aumenta a crise do Atlético no Brasileiro. Na sua pior atuação na competição nacional, o Furacão foi goleado pelo Corinthians por 4×1, ontem à tarde, na Arena da Baixada, chegou ao seu nono jogo sem vitórias, permaneceu com 39 pontos e só não está mais perto da zona de rebaixamento porque os concorrentes na luta contra a degola perderam na rodada. O time atleticano deixa de lado a disputa do Brasileirão e volta as suas atenções para o início das quartas de final da Copa Sul-Americana, onde na quarta-feira, em casa, encara o Sportivo Luqueño.

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O Atlético foi engolido pelo Corinthians no primeiro tempo. Marcando sob pressão e diante das diversas falhas defensivas do Furacão, o Timão precisou de apenas 16 minutos para marcar. Depois da cobrança de escanteio, Felipe desviou e Renato Augusto marcou de cabeça. O time atleticano se desesperou e passou a cometer muitas falhas.

O Corinthians, com uma atuação segura e equilibrada, jogava fácil e, aos 28 minutos, após boa troca de passes, Renato Augusto lançou e Vagner Love, na cara do gol, mandou no ângulo e ampliou a vantagem. Na única boa chance do Furacão, Bruno Mota, depois da cobrança de falta de Marcos Guilherme, aos 33, cabeceou no canto e Cássio salvou. Mas a tarde poderia ficar ainda pior. Aos 45, Renato Augusto roubou a bola, tabelou com Elias e aumentou a vantagem ainda antes do intervalo.

Final

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Mais relaxado no segundo tempo, o Corinthians diminuiu o ritmo e passou a dar mais espaços para o Atlético. Aos 8 minutos, Walter recebeu passe de Vilches e, na cara do gol, mandou para fora. Dois minutos depois, o Furacão tentou iniciar a sua reação. Eduardo fez a jogada pela direita e cruzou para Bruno Mota marcar. O gol deu o novo ânimo ao time rubro-negro e, o torcedor, que antes protestava, passou a apoiar.
Mas o Atlético não contava com o gol do Corinthians logo em seguida. Aos 17, depois da cobrança de falta de Jádson, a zaga atleticana falhou de novo e Vagner Love ampliou a vantagem de cabeça.

O Furacão, então, passou a ser presa fácil para a eficiente marcação do Timão. A situação do time atleticano quase ficou pior. Aos 29, Malcom lançou e Jadson, na cara do gol, chutou fraco. Até o final, o Corinthians administrou a vitória e provou que não a toa é o favorito ao título do Brasileirão.

Oposição já começou a campanha

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Enquanto o Atlético vive uma crise dentro de campo, a chapa de oposição Democracia Atleticana iniciou, fora de campo, a campanha para o processo eleitoral que acontece no mês de dezembro. No entorno da Arena da Baixada, antes e depois da derrota para o Corinthians, foram distribuídos panfletos contendo as principais propostas e a promessa do lançamento oficial da chapa para novembro, com o nome do seu candidato. Judas Tadeu Grassi é o provável nome.

“O movimento atleticano é formado por um grupo de atleticanos que apoiava a atual diretoria e que por não se conformar com as promessas não cumpridas feitas em 2011”, diz um trecho da apresentação da chapa.

Além das propostas, o material distribuído continha algumas frases que já foram ditas pelo presidente Mário Celso Petraglia e que ficaram marcadas negativamente – quando ele disse que os atleticanos não mereciam a Arena e o presidente que tinham, quando chamou os torcedores de palhaços, entre outras.

Pressão

Por fim, foram divulgadas algumas das promessas não cumpridas pela chapa CAP Gigante. Dentre elas o custo mais alto do que o prometido das obras da Arena e o endividamento maior, a conquista de seis títulos estaduais por década e a falta de um investidor de naming rights da Arena. Foi apontada também a promessa que o gramado do Joaquim Américo seria um dos melhores do Brasil. (LF)

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