Embora tenha dado uma trégua nas últimas semanas, os problemas entre o Atlético e a torcida organizada Os Fanáticos foram parar na Polícia Civil e pode chegar ao Ministério Público. Tudo por conta do veto dos materiais da facção em jogos na Arena da Baixada.

Em novembro, alguns torcedores foram à à Delegacia de Crimes contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon) para registrar um boletim de ocorrência contra o clube, alegando que a proibição fere o Estatuto do Torcedor.

“Nós recebemos as reclamações de cinco ou seis torcedores do Atlético e agora estamos escutando o clube. O Atlético presta um serviço ao consumidor. Há a questão do constrangimento da pessoa na entrada do estádio, a proibição de faixas que impedem algum tipo de manifestação de direito. Enfim, são vários fatores que temos que analisar”, explica Guilherme Rangel, delegado da Delcon.

O caso não tem previsão de desfecho. Após a apuração policial, o inquérito é enviado ao Ministério Público para o parecer final. “O trabalho da Delcon é averiguar os fatos, ouvir os envolvidos e constatar se houve crime ou não. Então, o caso é passado ao MP para que se tomem as providencias”, diz o delegado.

Em abril deste ano, a diretoria atleticana proibiu a entrada da Os Fanáticos com adereços e declarou guerra às torcidas organizada. Em nota oficial em seu site, o Atlético chegou a pedir o fim das facções nos estádios. Mais tarde, clube e torcida entraram em acordo para a liberação de determinados materiais na Baixada.

Fora do jogo

Em meio a toda a confusão, a Os Fanáticos deixou em dúvida se irá comparecer à Arena no próximo domingo (11), na partida do Rubro-Negro contra o Flamengo, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, valendo uma vaga na Libertadores. De acordo com a organizada, a presença só será confirmada caso o clube libere os materiais da torcida, como camisas, faixas e bandeiras.

“Vamos esperar até uma hora antes do jogo para ter alguma resposta do Atlético. Nós queremos diálogo, mas eles não respondem. Só no dia é que saberemos qual decisão vamos tomar”, garante Renato Martins, porta-voz da Os Fanáticos. Martins diz ainda que, caso o clube não aceite, a torcida deve ir ao jogo, mas sem a bateria e as faixas permitidas previamente pelo Rubro-Negro.