O Atlético tem 30 dias para entregar à Prefeitura de Curitiba uma área de aproximadamente 4.300 metros quadrados na área administrativa da Arena da Baixada, que faz parte de uma das contrapartidas do clube no acordo tripartite (entre Atlético, Prefeitura e Governo do Estado) assinado em 2010 para a realização das obras de remodelação e ampliação do estádio para a Copa do Mundo. A decisão em caráter liminar foi da 5ª Vara da Fazenda Pública e, se não cumprir a decisão judicial, o clube está sujeito a multa de R$ 1.500 por dia. O Atlético, porém, pode recorrer da decisão.

Segundo o procurador-geral do Município, Joel Macedo Neto, a área que o Furacão vai ceder para a Prefeitura deverá abrigar a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba. O clube, que deveria ter cedido a área logo após a realização da Copa, queria dar a área nas mesmas dimensões no CT do Caju, mas o poder municipal não aceitou e por isso entrou na Justiça para que o acordo assinado em 2010 fosse cumprido.

A área que deverá ser destinada para a Prefeitura deve ser o prédio de imprensa construído anexo à Arena, mas que não ficou pronto a tempo do Mundial e ainda está sem uso pelo clube. “O Município cumpriu todas as obrigações previstas naquele convênio tripartite. O Atlético quis ceder uma área no CT do Caju e houve a necessidade da ação judicial para que o clube disponibilize a área de 4.226 metros quadrados no completo da Arena da Baixada”, explicou Macedo Neto.

Reunião na segunda

Ainda sem conseguir fazer da Arena da Baixada uma fonte de renda satisfatória depois da Copa do Mundo, o Atlético deverá debater o assunto na próxima segunda-feira, em uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo marcada para o CT do Caju.

Na pauta, o assunto principal vai tratar da alteração do estatuto social com a finalidade de adequação à nova realidade de atividades desenvolvidas no Estádio Joaquim Américo.
Além disso, deve ser retomada a discussão sobre o investimento do dinheiro de venda de atletas e ações de marketing do clube, interrompida no último encontro.

Fonte de renda

Com grande parte dos lucros oriundos de bilheterias e mensalidades dos associados, o Atlético pretende fazer da Arena um dos grandes complexos de entretenimento da América Latina.
A demora para transformar este sonho em realidade passa também pelo atraso na conclusão das obras do teto retrátil do estádio, que deixou de receber, em 2014, pelo menos um grande evento de MMA e até mesmo shows internacionais.

Com o teto devidamente instalando e funcionando perfeitamente em meados de abril deste ano, o Atlético, sobretudo depois dessa reunião, deverá traçar novas metas para que a Arena da Baixada seja uma das principais fontes de receita e que, assim, o clube possa alcançar voos mais altos dentro do futebol.

Eventos

Com capacidade para abrigar grandes shows, festivais e eventos, como o UFC, que é o principal evento de MMA do Mundo, a Arena da Baixada, além dos jogos do Atlético, recebeu apenas um casamento coletivo organizado pela Prefeitura de Curitiba, uma missa, além de ter seu estacionamento externo utilizado para um feirão de automóveis de uma concessionária com sede aqui na capital paranaense.

Ação

Além dessa ação, a Prefeitura cobra do Atlético também na Justiça o valor de R$ 17,3 milhões referente às desapropriações dos imóveis no entorno do estádio para que as obras fossem concluídas a tempo da Copa do Mundo. O Município arcou previamente com os custos das 16 áreas e o clube deveria ter pago em dezembro do ano passado. A decisão do descumprimento sairá até o fim do ano.

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