Depois de vencer seus últimos dois jogos em casa, inclusive consolidando a marca expressiva de 11 vitórias seguidas na Arena da Baixada na temporada, o Atlético muda a chave e vai precisar encarar a dura estatística de não ter conquistado grandes resultados longe de casa. No Campeonato Brasileiro, o Furacão não venceu sequer um jogo, em 16 partidas realizadas longe de seus domínios. Na Sul-Americana o aproveitamento do time como visitante é um pouco melhor, mas não chega a ser unanimidade. Em três jogos distantes de Curitiba, uma derrota, um empate e apenas uma vitória. Agora, o Furacão encara dois compromissos em que vencer pode significar continuar acreditando nos planos para 2018.

O primeiro compromisso será diante do São Paulo, no Morumbi. O duelo acontece no sábado (20), a partir das 19h, e o Furacão precisa dos três pontos para se aproximar do G6 do Brasileirão, para buscar a vaga na Libertadores da América. Atualmente, o Rubro-Negro é o oitavo da tabela, com 39 pontos. O sexto é o Américo-MG, com 46.

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Na sequência, o Rubro-Negro encara o Bahia, em Salvador, pela Sul-Americana. O confronto será na quarta-feira (24), a partir das 21h45, e é o primeiro das quartas de final da competição. A volta acontece no dia 31, no Joaquim Américo.

Para o técnico Tiago Nunes, o time vem apresentando um desempenho convincente, mas o fator psicológico precisará ser trabalhado para que essa vitória fora, inédita no Brasileirão, finalmente aconteça.

“É muito emocional envolvido, porque a gente apresenta um bom futebol também fora de casa. Em alguns jogos fomos muito bem. Lembro do jogo contra o Corinthians, em Itaquera, em que fizemos uma belíssima partida e ficou 0x0. Também o jogo contra o Santos, que tivemos aquele pênalti que foi difícil”, recordou Nunes, lamentando os pontos perdidos.

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“Não querendo remoer o passado, mas poderíamos estar uma posição acima, como sétimo colocado, mais próximo do Atlético-MG”, explicou o comandante, fazendo referência à busca para a vaga na competição continental.

O técnico acredita que a dificuldade em vencer fora de casa não é um problema exclusivo do Atlético.

“Tem algo que também pesa. Os adversários estão vindo nos enfrentar dentro da Arena nos respeitando muito. O Sport aqui teve outra postura de quando jogou em sua casa, quando venceu o Inter. Assim como o Inter que perdeu para o Sport fora, mas venceu o São Paulo em casa. Não acontece só com o Atlético isso, mas se acentua porque ainda não vencemos fora”, detalhou o professor, que garante que dará todo o suporte para que seu elenco encare as duas partidas com muita tranquilidade.

“Temos que tentar dar tranquilidade aos atletas para que eles possam desempenhar o mesmo futebol. Vamos focar em melhorar e jogar bem fora de casa”, finalizou o treinador.

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