O que mais se fala é que um Campeonato Brasileiro exige elenco, e não apenas um time. O Atlético testou essa tese logo na estreia da competição. Poupando jogadores para a partida decisiva da quinta-feira (19) contra o São Paulo, o Furacão goleou a Chapecoense de virada por 5×1 neste domingo (15), na Arena da Baixada, mostrando que tem peças de reposição que mantém o nível de qualidade e, principalmente, não mudam o estilo do time comandado por Fernando Diniz.

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O Atlético deixou clara a opção pelo jogo da volta da quarta fase da Copa do Brasil quando entrou em campo. Os jogadores mais experientes do time foram preservados – Thiago Heleno, Paulo André, Lucho González e Guilherme estavam fora. Era a oportunidade para Bruno Guimarães (improvisado como zagueiro), José Ivaldo e Ribamar, além dos retornos de Jonathan e Thiago Carleto. O desentrosamento rubro-negro ficou evidente no início da partida, mesmo que o domínio territorial tenha sido semelhante aos outros jogos do time principal.

Essas dificuldades permitiam à Chape ter espaço para contra-atacar com certo perigo. Vinicius e Wellington Paulista (de letra, acredite) tiveram oportunidades no primeiro tempo, mas pararam ou na marcação ou na falta de qualidade na finalização. Já o Furacão foi aos poucos se encontrando e criando chances. Ribamar teve duas claríssimas – e nas duas ele falhou, ambas em jogadas de Thiago Carleto. Jandrei também precisou trabalhar em tentativas de Pablo e Nikão. E ainda houve um lance de pênalti reclamado pelo Atlético, quando Amaral desviou o cruzamento de Matheus Rossetto com a mão.

Pablo marcou seu terceiro gol em três jogos. Foto: Felipe Rosa
Pablo marcou seu terceiro gol em três jogos. Foto: Felipe Rosa

Ribamar foi o personagem da etapa inicial. Além dos gols perdidos, que fizeram a torcida reclamar muito (a paciência com ele é pequena), o atacante fez uma ótima jogada para Nikão quase abrir o placar. Mas o mais bizarro foi o choque com o zagueiro catarinense Rafael Thyere. O camisa 9 atleticano levou tanto a pior que não só teve falta a favor, como também perdeu dois dentes no lance.

E quando veio o segundo tempo, o Furacão cometeu um erro defensivo inacreditável. Logo a dois minutos, numa falta despretensiosa, Canteros cruzou e Wellington Paulista estava livre, mas livrinho da Silva dentro da área. Ele se antecipou a Santos e abriu o placar para a Chapecoense. Mas a resposta veio rápido – cruzamento preciso de Thiago Carleto, cabeçada no ângulo de Pablo. Terceiro gol em três jogos do atacante rubro-negro.

Com o jogo igual de novo, Fernando Diniz animou a torcida e colocou Ederson no lugar de Ribamar. E o artilheiro do Paranaense não precisou tocar na bola para o Atlético virar. Foi Nikão quem marcou, num belo chute de primeira. A atmosfera de tensão na Arena mudou. E os donos da casa partiram para definir o jogo. Com Thiago Carleto, o melhor em campo, cobrando falta com perfeição – tocando com jeito quando Jandrei esperava a pancada. Vitória assegurada.

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Mas o resultado ainda não estava. Ainda havia tempo para Matheus Rossetto mostrar que pode ser titular ao fazer um golaço, dando um chapéu com o peito e marcando de bate-pronto. E de Ederson fechar a festa no último lance da partida, num gol que levou a torcida ao delírio e o centroavante às lágrimas. Início melhor, impossível. Agora o assunto é o São Paulo, a próxima etapa da maratona rubro-negra.