Objetivos são criados depois de sucessos ou fracassos. No caso do Atlético neste momento, o objetivo passou a ser obrigação. Após a derrota para o Operário, o Atlético volta a campo amanhã, às 18h30, contra o Maringá. A pressão pela falta de resultados do time no Paranaense – há quatro jogos sem vencer e sem marcar gols – torna o jogo ainda mais decisivo para o Furacão.
Com oito pontos, na nona colocação – quer dizer, no grupo que disputaria o Torneio da Morte -, o time precisa somar o máximo de pontos possíveis nas últimas três rodadas desta primeira fase. No ano passado, o último clube que se classificou foi justamente o Atlético, na oitava posição, com 15 pontos. Para chegar a essa marca, precisaria de duas vitórias e um empate.
O técnico Claudinei Oliveira tinha dito na terça-feira que a “semana tem que ser de seis pontos”. Só que no primeiro jogo o projeto já caiu por terra. Resta agora dar a tão esperada resposta aos torcedores – que estão no limite, ou já passaram dele.
Para o zagueiro Gustavo, um dos jogadores mais abalados com o revés diante do Operário, o time tem de ser perfeito nesse fim de primeira fase. Pelo menos em termos de aproveitamento. “Precisamos de nove pontos em três jogos”, disse. “Temos de reverter isso. Temos de trabalhar muito, pensando nas críticas que a gente vai ter para sábado e em cima disso nos fortalecer, mostrar confiança e personalidade para vencer”, acrescentou Gustavo.
Nikão admite que os jogadores terão que lidar com a pressão da torcida. As cobranças serão enormes no sábado. “Tem de ter a cabeça boa. A gente sabe que a torcida vai cobrar. Estão no direito deles. No campo, ainda não produzimos o que a gente quer. Então, temos de ouvir. Ouvir e correr”, afirmou.
Ao mesmo tempo que sabe da pressão, Nikão diz acreditar que a grande cobrança tem que ser dos próprios jogadores. “Se tiver que dar carrinho, sair sangrando, temos que fazer o melhor. Olhar para dentro de gente e ter a certeza que deu o melhor, e saiu com a vitória”, afirmou Nikão.
Além do Maringá, o Atlético encara ainda o Nacional, na Arena da Baixada, e o Londrina, na última rodada, no Estádio do Café, em Londrina.
