Na reapresentação do Atlético na semana passada, uma ausência foi sentida, apesar de não muito comentada. O meia Luciano Cabral, que segue detido em General Alvear, na província argentina de Mendoza, ainda não sabe como será o seu futuro no Rubro-Negro. Com contrato de empréstimo até julho deste ano, ele aguarda o andamento das investigações do assassinato de Joan Villegas Gualpa, ocorrido no primeiro dia do ano, para saber quando poderá retornar ao clube. Até o momento, apesar de alegar inocência, o jogador segue sob a acusação de participação do homicídio, ocasionado após uma briga de rua. O pai do atleta, “El Mono” Cabral e mais um rapaz de 18 anos também estão presos.

De acordo com o diretor jurídico do Atlético, Rodrigo Gama Monteiro, a justiça argentina é diferente da brasileira, por isso o jogador ainda segue em prisão cautelar, o equivalente à temporária. “Eles têm um tempo maior para definir se pedem a prisão preventiva”, explicou o advogado.

O juiz responsável pelo caso está esperando ouvir mais testemunhas e reunir mais provas para definir o futuro do meia, que mesmo com a acusação mantida poderá, eventualmente, responder ao processo em liberdade.

Por ora, o Furacão segue o caso de perto e dando toda a assessoria necessária ao atleta. Monteiro, inclusive, contestou as informações da imprensa argentina, que davam conta de que o Rubro-Negro teria rescindindo o contrato com Cabral. “Isto não aconteceu. Estamos acompanhando a situação de perto e com discrição, para poupar a imagem do jogador”.