O Atlético não aceitou calado a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que nesta quinta-feira (26) alterou o julgamento da quinta comissão disciplinar e aplicou multa de R$ 50 mil e gancho de um jogo para o goleiro Santos por causa do “caso do celular”, quando o goleiro segurou um telefone momentos antes da partida contra o Atlético-MG, em 13 de maio, na quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Logo após a vitória sobre o Peñarol, pela Copa Sul-Americana, o clube divulgou um vídeo nas suas redes sociais atacando o tribunal e, por tabela, a estrutura do futebol brasileiro.

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O vídeo faz uma comparação com a multa dada a quem usa o celular no trânsito – mote da campanha do Furacão e de um de seus patrocinadores – com a punição dada ao clube. Ao registrar que quem dirige e usa o telefone paga uma multa inferior a R$ 300,00 e leva sete pontos na carteira de motorista, enquanto o Rubro-Negro, que fez uma campanha “que ajuda a salvar vidas”, como diz o texto inserido nas imagens de Santos, foi punido com a multa e com a suspensão do goleiro, a conclusão é que “o Brasil e o futebol precisam mesmo mudar”. O título do vídeo é “A gente faz a nossa parte”.

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É mais um capítulo da briga política do Atlético com as principais entidades do futebol brasileiro. Contrário à divisão de cotas da televisão e ausente da última eleição da CBF, o Furacão indiretamente relaciona o que aconteceu no STJD com a posição que toma de enfrentamento. E também responde às fortes críticas que recebeu dos principais nomes do tribunal no julgamento desta quinta. O presidente da entidade, Paulo César Salomão Filho, chegou a dizer que a postura rubro-negra abriria “um precedente perigosíssimo” e que a multa de 50 mil reais “era pouca”.