Desde que chegou ao Atlético, no começo de março, o técnico Paulo Autuori ainda vem tentando impor seu estilo de jogo na equipe. Nesses quase três meses no comando, o treinador ainda vem sofrendo com altos e baixos, principalmente no Campeonato Brasileiro, onde o Furacão se mostra ofensivo e dedicado taticamente, mas sofrendo com alguns problemas que anteriormente não eram vistos. Pelo contrário.

O melhor momento do Rubro-Negro com Autuori, até aqui, foi justamente no período mais importante do primeiro semestre. Na fase mata-mata do Campeonato Paranaense, o Atlético chegou ao título com méritos e sofrendo apenas em uma partida, na volta da semifinal, na Vila Capanema, quando ficou com um a menos e perdeu por 1×0 para o Paraná, se classificando nos pênaltis.

Porém, nos seis jogos da segunda fase, foram quatro vitórias, um empate e uma única derrota. O time marcou dez gols e sofreu apenas três. Números que no Brasileirão não se repetem.

Embora o nível dos adversários seja muito maior no torneio nacional – e isso é frequentemente ressaltado pelo comandante atleticano -, o que chama a atenção é que tanto o setor ofensivo, quanto o defensivo, estão cometendo falhas durante as partidas. Erros que não aconteciam anteriormente e que poderiam deixar o time em situação bem mais confortável na tabela.

Até o momento, o Furacão, em sete rodadas, fez apenas cinco gols e já levou nove. Para se ter uma ideia, resultados à parte, contra o Botafogo e o Figueirense o Rubro-Negro desperdiçou inúmeras oportunidades de balançar as redes. Diante dos cariocas, as chances fizeram falta. Contra o Internacional também o ataque não funcionou como antes.

Ao mesmo tempo, a defesa vem ‘colaborando’ para este mau início no Brasileirão. Muitos ataques do adversário acontecem sobre erros de marcação e de posicionamento dos defensores. Diante os mesmos Botafogo e Figueirense, os adversários chegaram ao gol livres de marcação e com tempo de concluir a jogada. Sem contar a desatenção nos dois primeiros gols do Palmeiras na goleada sofrida por 4×0, logo na primeira rodada.

Falhas que, nesta semana sem partidas, devem ter sido constantemente corrigidas pelo treinador. Inclusive, o próprio Autuori sempre reforçou que ter a semana toda para trabalhar era fundamental para ajustar alguns detalhes e poder fazer o time render mais em campo.

Não à toa, e nem por coincidência, o melhor momento do Furacão no ano, com ataque e defesa correspondendo, foi quando a equipe jogava apenas nos finais de semana. Entre o primeiro jogo das quartas de final e a grande decisão, foram cinco semanas, com quatro inteira para treinamentos.

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