Washington fez o gol da vitória rubro-negra.

Se tabu é para ser quebrado, o Atlético demorou, mas conseguiu superar o maior rival no Couto Pereira. Foram oito partidas de sofrimento dos atleticanos, desde 1999, aumentada pela festa do bicampeonato do Coritiba na Arena este ano. Ontem, foi diferente. O Alviverde dominou a maior parte do tempo, fez o gol e se acomodou. O Rubro-Negro reagiu, partiu para cima e virou para lavar a alma. Com o 2 a 1, o Furacão subiu para a segunda colocação, enquanto o Coxa caiu para a décima-primeira posição do Campeonato Brasileiro.

Além de clássico, as duas equipes carregavam vários jogos sem perder no Brasileirão e vinham subindo na tabela. O mistério da semana era previsível e os dois treinadores esconderam a escalação e trouxeram surpresas. O atleticano Levir Culpi preferiu Pingo a Fabiano e o alviverde Antônio Lopes apostou em Reginaldo Vital na surpresa da partida.

A proposta coritibana se mostrou mais adequada. Enquanto Fernandinho se limitava a marcar Adriano e Alan Bahia grudava em Capixaba, Vital teve a liberdade de criar a maior parte das jogadas de ataque de sua equipe. Por seus pés passaram as bolas que levaram Alemão a chegar cara a cara com Diego e a Aristizábal a chutar no travessão no primeiro tempo. Antes, no entanto, Dagoberto teve boa chance ao entrar livre na área, que Fernando segurou com firmeza. No mais, só um chute despretensioso de Jucemar, espalmado por Diego.

Os gols

Para a segunda etapa, as propostas se mantiveram e o Coritiba continuou insistindo no gol. O Atlético ficou na mesma, esperando o adversário e quando descuidou da marcação de Aristizábal, Vital e Alemão, levou o gol. O colombiano se desvencilhou da defesa e tocou para Vital, que serviu Alemão. O atacante alviverde entrou na área pela esquerda e só encobriu Diego. Festa no Couto.

A partir daí, só deu Atlético. O gol sofrido parece ter despertado o ímpeto do time da Baixada. Fernandinho começou a se soltar mais e os papéis se inverteram. De marcador, passou a marcado, porque quando tem a liberdade de atacar, o meia rubro-negro costuma causar estragos nas defesas adversárias. Levir também resolveu dar mais poder ofensivo e tirou o time do 3-5-2 para um ousado 4-4-2, com apenas um volante. A ofensividade deu certo e o Atlético passou a dominar o jogo.

Lopes tentou segurar o Furacão com sangue novo, mas Ricardinho e Juninho, frios, não conseguiram. Equipe essa que também não parou as jogadas ensaiadas do Rubro-Negro. E, foram duas “bolas paradas” que deram a vitória ao Furacão. No primeiro gol, Dagoberto cobrou escanteio da direita, Rogério Correia cabeceou na trave. A bola cruzou todo o gol até Fernandinho, que só completou.

Não demorou muito para o coração valente deixar sua marca. Dessa vez, Jádson cobrou falta da direita, Fernandinho cabeceou para Fernando espalmar no pé de Washington, na cara do gol. O artilheiro não perdoou e decretou a quebra do tabu, mandando a torcida alviverde para casa.