Orlando Kissner / GPP
Orlando Kissner / GPP

O colombiano Ferreira, muito marcado, pouco criou, mas no fim, garantiu
o empate frente ao Juventude,
que teve "sabor" de vitória.

O Atlético, embalado por uma vitória fora de casa, via no jogo de ontem, na Arena, a possibilidade real de aproximação à zona de classificação à Copa Sul-Americana. Tinha a seu favor a eficácia de um ataque que nas duas últimas partidas em casa marcara nove gols. Só que o que se viu em campo foi um time desarrumado e incapaz de furar a marcação do Juventude. No fim, o empate por 2×2 caiu do céu para o Rubro-Negro.

Foi um primeiro tempo sofrível. Apesar de priorizar a marcação, foi do Juventude a melhor oportunidade de gol, com Marcelinho. O Atlético abusou dos passes errados e com Lima e Caetano – principalmente este – nada produzindo, coube a Ferreira esporádicos lances de inpiração. A pouca produtividade do meio-de-campo fez de Finazzi uma peça nula, ?imerso? entre os zagueiros do time gaúcho.

Logo nos primeiros movimentos, era perceptível a intenção do Juventude. Sem pressa alguma em reposições de bola, a equipe comandada por Sebastião Lazaroni valorizava cada segundo. Sem espaço para tabelas, o Atlético passou a recorrer a bolas alçadas, mas nenhuma delas para o especialista Finazzi. Foi Caetano quem desperdiçou dois vacilos da zaga adversária, cabeceando para fora. Aos poucos, e com bom toque de bola, o Juventude foi chegando.

E quase abriu a contagem com Marcelinho, aos 16 minutos. Ele tabelou com Túlio e bateu de primeira, à direita do alvo, pela linha de fundo. As equipes reclamaram de duas penalidades, mas corretamente o árbitro nada assinalou. O jogo entrou num marasmo tão grande que nem mesmo a vibrante galera rubro-negra se manifestava. A melhor chance do Atlético surgiu num recuo de Marcão, quando Doni já estava saindo de sua meta, mas conseguiu fazer a defesa.

Foi só a bola rolar no segundo tempo para o Juventude assumir um controle quase que total do jogo. De nada adiantou a entrada de Dênis Marques no lugar do inoperante Caetano. Não fosso um milagre de Diego, aos 16 minutos, e Enílton abriria o placar. O goleiro Doni até levou um susto quando Leandro Moreno tentou cortar e acertou a trave. Mas, com muita precisão nos contragolpes, o time de Lazaroni chegou à vantagem parcial aos 25 minutos. Caíco cruzou, a bola tocou em Marcão e subiu, para a bicicleta de Juliano, no ângulo esquerdo.

Lopes foi para o tudo ou nada e o Juventude agradeceu. Nova jogada de Caíco pela direita e o cruzamento foi nos pés de Enílton, que conferiu. Com 2×0 no placar, o time gaúcho se acomodou. Mesmo assim, o Atlético chegava de forma desordenada. Isso, até os 43 minutos, quando Marcão cruzou e Schumaker ganhou no alto. A bola ficou para Lima, livre, só conferir.

Com fôlego renovado, o Atlético ?achou? o empate aos 45 minutos. Ricardinho levantou a bola e Dênis Marques tocou de cabeça. A bola desviou na zaga e Doni, que vinha saindo da meta, acabou traído. Ferreira ficou só, com a bola quicando à sua frente, e não deu outra: 2×2.

CAMPEONATO BRASILEIRO
23ª RODADA
ATLÉTICO 2×2 JUVENTUDE

ATLÉTICO: Diego; Paulo André, Douglas e Danilo; Jancarlos (Schumaker), Alan Bahia, Caetano (Dênis Marques), Ferreira e Marcão; Lima e Finazzi (Ricardinho). Técnico: Antônio Lopes.

JUVENTUDE: Doni; Éderson, Daniel e Marcão; Tulio (Lauro), Jardel, Leandro Moreno, Caíco e Magal; Josiel (Enílton) e Marcelinho (Juliano). Técnico: Sebastião Lazaroni.

SÚMULA
Local: Joaquim Américo (Curitiba).
Árbitro: Paulo Henrique de Godoy Bezerra (SC).
Assistentes: Claudemir Mafessoni (SC) e Alcides Zawaski Pazetto (SC).
Renda: R$ 142.372,50.
Público: 9.419 pagantes (11.081).
Gols: Juliano a 25°, Enílton a 30°, Lima a 43° e Ferreira a 45° do 2º. Tempo.
Cartões amarelos: Paulo André, Ricardinho e Lima (Atlético). Marcão e Leandro Moreno (Juventude).