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Em quatro finais em casa, o Furacão levou a melhor em três contra o rival Coritiba, como em 2005, com show da torcida rubro-negra.

O Atlético chegou à final do Campeonato Paranaense contra o eterno rival Coritiba e terá a vantagem de decidir em seus domínios, com o apoio da sempre vibrante torcida rubro-negra.

Pode parecer pouco, mas das 12 finais disputadas entre as equipes ao longo dos 84 anos de rivalidade, quatro delas tiveram o jogo decisivo na Baixada (1943/2000/2004 e 2005). Nesses confrontos o Furacão não perdeu (quadro) e os resultados garantiram a conquista de três canecos. Somente em 2004, o empate por 3 a 3 não foi suficiente para o Rubro-Negro levantar a taça e selou a única conquista alviverde celebrada em território atleticano.

Histórico e vantagens à parte, o Atlético não é favorito absoluto a levantar o troféu 2008, principalmente pelo desempenho e resultados obtidos nos últimos confrontos. O time está muito instável, alternando boas e más atuações desde a 2.ª fase. E na semifinal superou o Toledo graças ao regulamento que lhe dava o benefício de dois resultados iguais. No oeste, o time foi burocrático e incompetente nas finalizações.

Matemática

Na Arena, dos últimos quatro jogos, o time de Ney Franco perdeu para o Paraná Clube, empatou com o Iraty e venceu Engenheiro Beltrão e Toledo por placares apertadíssimos e com um futebol de qualidade duvidosa.

Do outro lado, em compensação, o Coritiba – que veio aos trancos e barrancos nas fases iniciais – ganhou moral na semifinal ao vencer dois clássicos diante do Tricolor. Enquanto o Atlético, nos oito jogos referentes à 2.ª fase e semifinal, balançou as redes adversárias apenas cinco vezes, o rival marcou 12 gols. No setor defensivo, tão enaltecido pelo Furacão, há um equilíbrio. Vinícius sofreu quatro gols enquanto Édson Bastos seis. Na mesma proporção de jogos, o Atlético venceu quatro, perdeu três e empatou uma. O Coxa ganhou cinco, perdeu duas e empatou uma.

Portanto, pela matemática das fases decisivas deste Estadual, é bom o Furacão despertar, principalmente no ataque, pois agora não há ?ajuda? do regulamento. Somente com o retorno dos gols e vitórias é que o Atlético poderá ostentar no peito a faixa de campeão, como diz o seu hino.

E será mais uma decisão na Arena e diante do seu torcedor, para ratificar a superioridade rubro-negra na disputa de finais em seu território.