Para o torcedor que se acostumou a ver, somente nos últimos sete anos, as jogadas e finalizações de Alex Mineiro e Kléber Pereira – atletas que duelam pela artilharia do Brasileirão 2008 – e Washington – maior artilheiro de uma edição do campeonato -, ter que acompanhar o desempenho atual do ataque rubro-negro é para se revoltar. Ontem, com o placar zerado na Arena, o Atlético se tornou o time com o pior ataque da competição com 14 gols assinalados em 15 jogos.

E esse total de gols se deve consideravelmente ao placar elástico (5 a 0) que o Rubro-Negro aplicou contra o Goiás, na 5.ª rodada na Baixada. Nas demais apresentações, o time não conseguiu marcar dois tentos nenhuma vez.

E pra piorar em sete dos 15 jogos disputados até aqui, passou em branco. A equipe possui também o terceiro pior desempenho no total de finalizações do campeonato, atrás de Vasco e Fluminense.

Jejum 

A performance do Furacão fora de casa, então, beira o ridículo. Em sete jogos, o time só marcou um gol, no primeiro jogo, diante do Ipatinga em 11 de maio. E o gol de Léo Medeiros, que nem integra mais o grupo principal, aconteceu aos 3 minutos da partida.

Assim, o Atlético alcança a marca de 627 minutos, mais os acréscimos dos jogos, sem balançar as redes do adversário longe de Curitiba. Sob o comando de Roberto Fernandes, a situação piora ainda mais, pois a equipe não sabe o que é comemorar gols e tampouco vitória longe da Arena.

Em quantidade até que o elenco está bem servido no ataque. Atualmente são oito atletas: Joãozinho, Júlio César, Anderson Aquino, Pedro Oldoni, Willian, Wallyson, Renato e Rafael Moura – os dois últimos não estrearam ainda.

Também pode ser listado Ferreira que é meia-atacante. Se a quantidade tem qualidade ainda tem que mostrar. Joãozinho e Júlio César quando começaram a engrenar se lesionaram. Os demais tiveram e têm oportunidades mas não correspondem. Ferreira, que é diferenciado, parece estar desmotivado.

A solução para o ataque desencantar – segundo o entender da direção e comissão técnica – parece recair na estréia de Rafael Moura, que deve ocorrer nas próximas rodadas. Porém o jogador já adiantou que não é nenhum “salvador da pátria” e que futebol não se joga sozinho.

Testes

Em 15 rodadas do Brasileirão já foram testadas nove duplas de ataque diferentes no Atlético (quadro). Realmente, com essa rotatividade não há como entrosar e mostrar bom rendimento.

Assim, cabe ao torcedor do Furacão – que já viu tantos artilheiros desfilando com a camisa rubro-negra -, ter que se contentar com Alan Bahia (um bom volante) como o principal goleador do time.