O Atlético começa a reagir no Brasileirão, conseguindo resgatar a força na Arena da Baixada com duas vitórias seguidas. Mas, além de buscar uma boa sequência na Série A, a partir da próxima semana o clube terá de pensar também na Copa Sul-Americana, onde estreia na próxima quarta-feira, contra o Flamengo, no Rio.

E precisando canalizar as energias no Brasileirão para fugir da zona de rebaixamento, Renato Gaúcho já traçou suas metas, mas ainda vai pedir o aval da diretoria de futebol, com quem vai definir a melhor estratégia para o clube neste momento delicado.

Ele não quer desgastar a equipe principal na copa intercontinental e deve utilizar um time misto. A ideia inicial é colocar em campo dois times diferentes, mas com elenco insuficiente para isso, hoje apenas 26 nomes à disposição, provavelmente escale alguns titulares nesta primeira fase. “Vou conversar com a diretoria, pelo menos na minha opinião, a minha intenção é usar duas equipes porque quem tudo quer, nada tem”, alertou.

Mesmo com a Sul-Americana sendo uma competição importante, que garante ao campeão uma vaga na Libertadores, o treinador teme pela atual condição do Furacão na Série A, hoje 19.º colocado, com 8 pontos apenas e que precisará dos melhores jogadores à disposição para sair da zona perigosa.

“Estamos brigando contra o rebaixamento no momento, mas tem a Sul-Americana, que é um campeonato bom, importante. Porém não adianta querer colocar uma equipe para disputar as duas competições porque daqui a pouco não tem equipe nem no Brasileiro nem na Sul-Americana”, ressaltou Renato.

E quanto a ter de encarar o Flamengo, segundo colocado no Brasileiro e com Ronaldinho Gaúcho sendo um dos destaques da competição, Renato não vê o time carioca em vantagem superior para esta primeira fase da Sul-Americana. Mesmo priorizando o Brasileirão, o treinador acredita que as duas equipes entram em certo grau de igualdade em campo.

“As chances são as mesmas para o Flamengo, da mesma forma que são para o Atlético. É um campeonato diferente, apesar de que não gosto de falar agora, porque temos mais dois jogos do Brasileiro pela frente, mas é outro campeonato. As chances são iguais, 50% para cada lado”, disse o treinador.