Não adiantou o Atlético tentar impedir. A festa da torcida coxa-branca começou na Baixada, tomou as ruas da cidade e só terminou no Alto da Glória. Um dia histórico para a nação alviverde, que comemorou muito até a madrugada.
O gol de Henrique Dias deu início a uma noite de euforia e delírio. Em minoria e até então abafada pela multidão rubro-negra que tomou conta da Arena, a galera Coxa deu o troco quando o predestinado atacante recolocou o título nas mãos do Coritiba.
Ao apito final, o barulho vinha apenas do lado verde e branco. A diretoria rubro-negra tentou atrapalhar a festa, proibindo que a taça fosse entregue ao campeão dentro da Baixada. Mas de nada adiantou. Com um improvisado troféu, pequeno no tamanho, mas imenso no significado, o time coxa-branca deu mais uma volta olímpica na casa do rival.
A resposta do povão à antipática medida foi perfeita. Nenhum ato de vandalismo ou violência, como dizia temer a direção atleticana, foi visto. Os rubro-negros reconheceram o esforço do time e aplaudiram os jogadores do Furacão.
| Anderson Tozato |
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| Festa começou na Arena e invadiu a noite no Alto da Glória. |
Já a galera Coxa era só alegria. ?A jornada foi longa e sofrida. É sempre difícil jogar aqui contra os caras. Agora é seguir toda essa torcida maravilhosa até o Couto Pereira?, dizia Felipe Santana, um dos 2.300 privilegiados alviverdes que puderam acompanhar de perto a decisão.
A noite estava apenas começando. No Couto Pereira, muita gente acompanhou o jogo pelo rádio. ?Foi incrível. Quando eles marcaram o segundo, o pessoal desanimou um pouco. Mas quando saiu o gol do Coxa, isso aqui quase veio abaixo?, contou Stefano Triska.
Quando a decisão terminou, uma multidão tomou conta do Alto da Glória. Uma inesquecível confraternização alviverde. ?Vim com meus filhos, netas e sobrinhos. O Coritiba é nossa alegria e vamos ficar aqui a noite toda?, prometia Célia Camargo, matriarca de uma família totalmente coxa-branca.
Os jogadores saíram da Baixada em um desfile em carro aberto, acompanhado por imensa e barulhenta carreata. Nas janelas das casas e prédios, o povo saudava os heróis alviverdes com fogos e bandeiras. Quando chegaram ao Couto, parecia que o clássico ainda estava para começar. Mais de 20 mil pessoas tomavam conta das arquibancadas.
O time entrou no gramado por volta das 22h e a galera não se conteve. Invadiu o campo e foi ao êxtase ao ver o capitão Jéci erguer o troféu. Desta vez o verdadeiro e incontestável troféu de campeão paranaense de 2008.



