O Atlético colocará a prova hoje, às 22h, diante do Sporting Cristal, na Vila Capanema, o bom retrospecto que tem em jogos decisivos na sua história dentro da Libertadores. Das outras três edições que esteve presente na disputa da competição continental (2000, 2002 e 2005), o Furacão teve pela frente cinco adversários em jogos realizados no sistema de mata-mata. Em três deles, todos na edição de 2005, quando chegou à final do principal torneio de clubes das Américas, o time atleticano levou a melhor sobre seus concorrentes.
Porém, antes mesmo de disputar sua primeira edição do torneio continental, o Furacão teve que encarar jogos decisivos de ida e volta para conseguir a vaga na Libertadores de 2000. Depois de ficar na nona colocação do Brasileirão de 1999, o Furacão garantiu vaga na seletiva da Libertadores. Sob o comando do técnico Vadão, o time atleticano desbancou alguns favoritos e conseguiu e classificação inédita para disputar o torneio mais cobiçado de clubes das Américas. ‘Fomos muito bem. Quando cheguei montamos um time jovem e mesclamos. Tínhamos um ataque muito poderoso e passamos por grandes adversários para conseguir a vaga’, lembrou o treinador, hoje, na Ponte Preta, em entrevista à rádio 98FM.
Para chegar na Libertadores de 2000, o Atlético passou por Portuguesa, Coritiba, Internacional, São Paulo e Cruzeiro. ‘Fizemos uma grande Libertadores em 2000 e terminamos a primeira fase de forma invicta. Enfrentamos o Atlético-MG nas oitavas, mas acabamos perdendo na ida por 1 x 0 e, a nossa vitória por 2 x 1 levou a decisão para os pênaltis, e acabamos perdendo’, frisou Vadão.
Depois de falhar na eliminatória da edição de 2000, o Atlético provou em campo, em 2005, que aprendeu com os erros. Contra o Cerro Porteño, no primeiro playoff que teve pela frente naquele ano, o Atlético, depois de vencer por 2 x 1, na Arena, perdeu pelo mesmo placar, no Paraguai, e garantiu a vaga para as quartas de final nos pênaltis. Depois, no duelo brasileiro contra o Santos, o time atleticano venceu os dois duelos (3 x 2 e 2 x 0).
O terceiro triunfo do Atlético em jogos decisivos pela Libertadores aconteceu na semifinal do torneio de 2005. Contra o Chivas Guadalajara, o Furacão encaminhou sua classificação para a decisão ao vencer na Arena por 3 x 0. Na volta, o empate por 2 x 2, no México, garantiu o Rubro-Negro na final da competição continental. Porém, na finalíssima diante do São Paulo, o time atleticano, depois de empatar, no Beira-Rio, em Porto Alegre – a Arena não foi liberada por falta de capacidade-, foi goleada na partida de volta e ficou com o vice-campeonato do principal torneio de clubes das Américas.
Além do bom retrospecto em jogos eliminatórios, o Furacão levará outro fator positivo para enfrentar o Sporting Cristal. Em jogos contra times estrangeiros pela Libertadores, Sul-Americana e Copa Conmebol, o time atleticano, em 30 jogos, conseguiu 14 vitórias, 7 empates e foi derrotado 10 vezes, totalizando aproveitamento de 54%. Foram 53 gols marcados e 50 sofridos nestes duelos.