Adriano lutou bastante mas
o castigo veio no final.

O Atlético não teve muito o que comemorar em seu 79.º aniversário. Foi eliminado pelo Sport da Copa do Brasil ao ser derrotado mais uma vez pelos pernambucanos por 1 a 0 na Ilha do Retiro. Apesar de ter jogado bem e dominado a partida, voltou a errar demais nas finalizações e não teve forças para superar o adversário. Agora, começa a pensar apenas no Brasileirão e na estréia contra o Grêmio no sábado, na Arena.

Precisando da vitória, o técnico Osvaldo Alvarez armou a equipe com apenas dois zagueiros e um volante para ir para cima. A tática deu certo, mas as peças demoraram a se acertarem em campo. O Rubro-Negro se aproveitou da acomodação do Leão do Norte para dar as cartas, mas errava na hora de finalizar. O meia Adriano e o zagueiro Ígor perderam gols de dentro da área e deixaram a definição da partida e da classificação para a segunda etapa.

No caminho para o vestiário, Vadão lamentou não ter um centroavante em campo. “Não temos esse homem”, disparou. Sem poder fazer muita coisa, o treinador atleticano tratou de manter o padrão de jogo e pedir mais esmero na hora de completar as jogadas. Não adiantou muito. O Atlético voltou abusando da indefinição. Ninguém arriscava, mesmo próximo da área.

Mas, quando a fase é ruim, tudo acontece. Quando o Sport substituiu Adriano Chuva (número 11), Dagoberto (também 11) pensou que fosse a placa do Atlético e foi para os vestiários. O time de Vadão ficou quase cinco minutos com um jogador a menos até que o treinador correu para colocar Paulo Santos no lugar do distraído atacante da seleção sub-20. Os garotos que entraram lutaram bastante, mas não conseguiram reverter a situação. O castigo veio nos acréscimos do árbitro. O atacante Papel entrou na área como quis e passou para Cléber que só teve o trabalho de tocar na saída de Diego.