Mais protegido Rogério Correia
esteve mais seguro.

Não era o que o Atlético queria, mas o empate contra o Figueirense por 1 a 1 acabou agradando pelas circunstâncias. Com desfalques e sem ainda poder utilizar todos os novos contratados, o Rubro-Negro não conseguiu alcançar o objetivo de recuperar os três pontos perdidos para o Galo em casa, mas volta de Santa Catarina satisfeito com o ponto conquistado. Agora, o time do técnico Osvaldo Alvarez se prepara para enfrentar o Fortaleza, domingo, na capital cearense.

Sem muito sucesso nas duas últimas partidas, o técnico Osvaldo Alvarez resolveu mudar de tática e deixar o time menos vulnerável. Com três zagueiros e dois volantes e apenas um atacante efetivo em campo, o time dominou mais o meio-de-campo e teve mais volume de jogo. Ganhando as bolas, o time atacou em bloco com Dagoberto, Adriano e Kléberson, com a ajuda dos alas, que também foram à frente.

Mesmo assim, a defesa ainda se mostrou vulnerável em alguns momentos, principalmente nas boas jogadas comandadas pelo veterano atacante Evair, que deixou seus companheiros várias vezes na cara do gol. O clube catarinense reclamou duas vezes de pênalti, mas o árbitro da partida mandou o jogo seguir. A pressão do Figueira até que era forte, mas a defesa rubro-negra soube suportar as investidas e aproveitou um contra-ataque para abrir o marcador.

O atacante Dagoberto tabelou com Ivan e recebeu na entrada da área para tocar na saída de Édson Bastos. “O time está fazendo o que o professor pediu, que é marcar certinho. Isso é fundamental para sairmos daqui com o resultado positivo”, destacou o artilheiro. O zagueiro Ígor foi na linha do companheiro. “Jogamos respeitando a equipe do Figueirense e explorando o contra-ataque”, corroborou.

Na segunda etapa, Vadão pediu mais atenção. “Nós estamos jogando com o setor defensivo mais reforçado e não podemos vacilar”, pediu o treinador. Mas, o recado não foi bem assimilado por alguns jogadores que insistiram em sair jogando na defesa. Foi o que aconteceu com Rogério Correia, que tentou conduzir a bola e perdeu. O estreante Tiago foi obrigado a fazer falta e ainda tomou cartão amarelo. Na cobrança, Danilo rolou para Luís Fernando, que chutou forte, a bola desviou nas costas de Evair e enganou o goleiro Diego.

Com o empate, os catarinense partiram para cima. Empurrado pelos mais de sete mil torcedores, o Figueira foi todo pressão, enquanto o Rubro-Negro se limitava a explorar os contra-ataques. O técnico atleticano ainda tentou abrir o time colocando Ricardinho e Selmir, mas a falta de entrosamento dos novos jogadores não ajudou a equipe, que acabou não conseguindo o objetivo de trazer três pontos de Florianópolis e se recuperar da derrota para o Galo na Arena.

CAMPEONATO BRASILEIRO

FIGUEIRENSE
Édson Bastos; Luciano Sorriso (Simplício), Márcio Goiano, Cléber e Émerson Ávila; Marcinho, Wágner Mancini (Luís Fernando), Bilu e Danilo; Evair e Roberto (Jocimar). Técnico: Vágner Benazzi

ATLÉTICO
Diego; Rogério Correia, Tiago e Ígor; Alessandro, Leomar (Ricardinho), Luciano Santos, Kléberson e Ivan; Adriano e Dagoberto (Selmir). Técnico: Osvaldo Alvarez

Súmula
Local:
Orlando Scarpelli (Florianópolis)
Arbitragem: Wílson Luís Seneme (SP), auxiliado por Marinaldo Silvério (SP) e Arthur Alves Jr. (SP)
Gol: Dagoberto aos 42 do 1.o tempo; Luís Fernando aos 29 do 2.o tempo
Cartão amarelo: Marcinho, Leomar, Luciano Santos, Danilo, Alessandro, Ígor, Tiago, Márcio Goiano, Selmir
Expulsão: Ivan
Público: 7.349
Renda: R$ 45.157,50