O Atlético enfrenta hoje mais uma prova de fogo pela Copa Sul-Americana. A partir das 16h (de Brasília), o Furacão encara o Nacional, em Montevidéu, num confronto em que terá que superar toda a tradição do adversário e a pressão da torcida uruguaia, no acanhado Estádio Parque Central.
Será o primeiro duelo pelas quartas-de-final. Os dois clubes estão embalados após eliminarem os gigantes argentinos. O Atlético passou pelo River Plate e o Nacional superou o Boca Juniors. Quem passar encara o vencedor do confronto entre Pachuca, do México, e Lanus, da Argentina.
O Rubro-Negro terá pelo menos três novidades esta tarde. Navarro Montoya substitui Cléber no gol. William entra no lugar de Jancarlos, na lateral-direita. O volante Alan Bahia também foi confirmado como titular pelo técnico Vadão, que ainda não definiu quem deixa a equipe.
O mais provável é que Alan entre no lugar de Marcelo Silva. Porém, não está descartada a hipótese de o treinador optar por uma formação mais defensiva e sacar o meia David Ferreira.
O colombiano tem sentido a maratona de jogos e pode ser poupado. Assim, o meia Válber também está cotado para começar jogando.
Outra mudança pode acontecer na lateral-esquerda. Michel vem sentindo dores no joelho esquerdo desde o jogo contra o Goiás, no dia 20 de setembro. Se Vadão optar por preservar Michel, Ivan ganhará mais uma chance entre os titulares.
Mesmo com tantos problemas, os jogadores do Furacão estão confiantes e têm a receita para conquistar um bom resultado no Uruguai.
?A nossa postura deve ser a mesma. Temos de acertar a marcação e principalmente usar os contra-ataques em velocidade. Temos tido sucesso em jogadas assim. Precisamos acertar um pouco mais os passes também. Esperamos fazer um bom resultado para decidir em casa?, afirma William.
Será o terceiro jogo oficial entre Atlético e Nacional.
Os dois clubes se enfrentaram na primeira fase da Copa Libertadores de 2000. Na primeira partida, disputada no Estádio Centenário, o Furacão venceu por 3 a 1. O confronto de volta, na Baixada, marcou outra vitória rubro-negra, por 2 a 0.
Um palco histórico pro futebol mundial
O Atlético enfrenta o Nacional em um local histórico para o futebol mundial. O estádio Gran Parque Central foi o palco do primeiro jogo da história das Copas do Mundo. No dia 13 de julho de 1930, os Estados Unidos venceram a Bélgica por 3 a 0, na abertura do Mundial do Uruguai.
No dia seguinte, o estádio do tricolor uruguaio foi o cenário da derrota do Brasil para a Iugoslávia, por 2 a 1, na estréia da seleção em Copas. O Parque Central ainda abrigou mais quatro partidas do primeiro Mundial de futebol.
Mas a tradição do campo do extrapola o esporte. Foi no local que o libertador José Gervasio Artigas foi nomeado ?Líder dos Povos do Uruguai?, em 1811, após derrotar as tropas da coroa espanhola.
Mesmo com tanta história, o estádio não costuma abrigar os principais jogos do Nacional, que prefere dividir com o Peñarol o Centenário, palco da decisão da Copa de 1930. A diretoria do ?Decano? estuda uma reforma do Parque Central, que teria sua capacidade ampliada para 30 mil pessoas.
Ontem, os jogadores do Furacão realizaram um treino de reconhecimento do estádio. O que mais agradou aos rubro-negros foi o estado do gramado. ?O campo é muito bom. O mais importante para nós é o campo de jogo. O estádio é acanhado, lembra o interior do Paraná e São Paulo, mas o que importa é o gramado?, afirmou o técnico Vadão.
?O gramado é excelente, parece até o da Arena?, completou Dênis Marques.
Diego quer jogar contra o Atlético
O Nacional mantém uma dúvida na escalação da equipe para a partida de hoje. O atacante Diego Alonso, mesmo com o menisco do joelho direito rompido, diz que quer jogar contra o Atlético. A lesão não impede o jogador de correr, mas sua participação no jogo pode agravar o problema.
O técnico Martín Lasarte relacionou Alonso entre os 19 convocados para o confronto, mas o bom senso leva a crer que o atacante não estará em campo esta tarde. Sua vaga é disputada pelo argentino Juárez e o panamenho Garcés.
Além de Alonso, o tricolor uruguaio terá outros quatro desfalques. O goleiro Brava, o zagueiro Pallas e o atacante Castro se recuperam de um surto de caxumba que atingiu o clube. O zagueiro Godín está suspenso.
Os problemas não desanimam Lasarte, que se mostra otimista com um bom resultado. ?Lamentavelmente, estamos vivendo um período de dificuldade. Mas temos que enfrentá-lo com o maior otimismo. Vamos fazer o que podemos, porque não temos muita ferramentas. Mas o ânimo está grande e há muita confiança?, afirma o treinador.
COPA SUL-AMERICANA
Quartas-de-final – Jogo de ida
Súmula
Local: Gran Parque Central (Montevidéu-URU)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Héctor Baldassi (ARG)
Assistentes: Sergio Pezzotta (ARG) e Claudio Rossi (ARG)
NACIONAL x ATLÉTICO
Nacional
Viera; Caballero, Jaume, Romero e Viana; Vázquez, Brítez, Delgado e Tejera; Perrone e Garcés (Juárez). Técnico: Martín Lasarte
Atlético
Navarro Montoya; William, Danilo, João Leonardo e Michel (Ivan); Erandir, Alan Bahia, Cristian e Ferreira; Denis Marques e Marcos Aurélio. Técnico: Oswaldo Alvarez
Time B empata e assume a ponta
O time B do Atlético empatou em 1 a 1 com o Cianorte, ontem à tarde, na Baixada. O resultado levou o Furacão à liderança da Copa 100 Anos. Com 8 pontos, o Rubro-Negro está empatado com o Londrina, mas leva vantagem no número de gols marcados (8 contra 7 do rival).
Foi um jogo nervoso, com nove cartões amarelos. O clima tenso invadiu o vestiário do Cianorte e os seguranças da Arena tiveram que apartar uma briga entre integrantes da comissão técnica do time do interior.
Os gols só saíram no segundo tempo. Alessandro Lopes cabeceou aos 23?, após cruzamento de Ricardinho, e abriu o placar para o Atlético. Bruno empatou para o Cianorte, aos 35?, em cobrança de pênalti.
Mesmo com o jogo sendo realizado na tarde de um dia útil, a diretoria do Atlético manteve o preço mínimo de R$ 25,00 por ingresso. Como resultado, apenas 489 pessoas assistiram à partida, o que significou um prejuízo de R$ 4.583,18 para o Furacão.


