O Atlético enfrenta o Barueri hoje, às 21h, na Vila Capanema, em seu primeiro jogo frente à sua torcida na Série B, e colocando em jogo o retrospecto de 25 jogos invicto como mandante, nesta temporada. Na Vila Capanema, onde provavelmente fará sua última partida como “dono da casa”, é onde o Furacão desfruta da maior invencibilidade: 13 vitórias e 3 empates. Além disso, como mandante, o Rubro-Negro apresenta um alto poderio ofensivo. Foram 45 gols, média de 2,8 por partida, e com a defesa sofrendo apenas 6 gols.

Com base nesse retrospecto que o Atlético entra como grande favorito no jogo desta noite. A meta é subir posições na classificação. Atualmente, o time é o 10.ª colocado. Com um jogo a menos que os rivais, o Rubro-Negro só figurou entre os primeiros na rodada inaugural, quando ficou na segunda colocação.

Para o jogo de hoje, o treinador voltará ao esquema ofensivo, com três atacantes, e vai utilizar uma formação nova lá na frente, escalando Tiago Adan, Bruno Mineiro e Fernandão. O time terá ainda outras duas mudanças, com os retornos de Héracles, na lateral esquerda, e Paulo Baier, no meio-campo.

Com o esquema tático definido e a escalação previamente acertada, o técnico Juan Ramon Carrasco quer muita atenção à regularidade para evitar que nos minutos finais o time coloque em risco o resultado, deixando o desempenho cair. Mas não é na base da bronca à beira do gramado que o treinador espera atingir seu objetivo.

Carrasco se nega a ficar gritando para os jogadores, para acordar seja quem for, no decorrer da partida. Ele defende que o jogador tem a obrigação de fazer no jogo o que foi cobrado e pedido em treino. “Eu não falo, não grito e não gesticulo. Os jogadores vão para o estádio sabendo o que devem fazer. Muitos jogadores não gostam de técnicos gritando no gramado. Respeito a forma de trabalhar dos outros técnicos, mas essa é a minha forma de trabalhar”, justificou.