Hoje é dia de decisão no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, no famoso jogo dos desesperados. Figueirense e Atlético entram em campo às 18h30 com um único pensamento: somar 3 pontos. Nenhuma das equipes pode perder, pois a situação na tabela não permite.

O Atlético abre o grupo do rebaixamento e é seguido de perto pelo Figueira. Ambos têm 35 pontos e a diferença está no número de vitórias, com vantagem para o clube paranaense.

O Alvinegro tem a seu favor o fato de jogar em casa. Porém, pelo retrospecto em seu estádio, a vantagem não é assim tão grande. O Figueira não vence em seus domínios desde 16 de agosto e dos últimos seis compromissos perdeu quatro e empatou dois.

Apoio

Para que o Rubro-Negro mantenha esse ritmo e não volte a derrapar no Brasileirão, o time contará com um apoio importante: sua fanática torcida. É esperada uma invasão atleticana ao Estreito com mais de dois mil torcedores empurrando a equipe no grito e na esperança de repetir a façanha do ano passado, quando o Furacão soprou forte e venceu a equipe catarinense, em Floripa, por 6 a 3.

Os atletas demonstram confiança na realização de um bom jogo. “Todos os jogadores têm que pegar firme, com vontade e amor à camisa porque temos que ganhar fora para sair dessa situação incômoda (…) Independente de ser o Figueirense e fora de casa, a gente tem que somar pontos. Não importa como for, temos que trazer um bom resultado”, disse Rhodolfo que retorna à zaga rubro-negra e atuará ao lado de Chico e Antônio Carlos, que volta após cumprir suspensão automática.

Time

Geninho ainda não definiu a formação da equipe. O principal problema está no ataque. Rafael Moura recuperou a titularidade, porém virou dúvida.

Ele e Pedro Oldoni foram poupados do treino de ontem por reclamarem de dores musculares.

A decisão sobre quem jogará vai depender da avaliação médica que acontece hoje pela manhã.

Outra dúvida do treinador é entre Júlio César e Julio dos Santos. Caso opte pelo paraguaio, que tem realizado bons treinos, Geninho deslocaria Ferreira para formar a dupla ofensiva.

 “São maneiras diferentes de jogar. Em uma você agride mais e fica mais exposto. Na outra fica mais compacto e chega mais na boa”, comentou o treinador. Na lateral direita além de Zé Antônio, que é o mais cotado para a posição, Geninho também deu chance ao garoto Alexsandro. “Ele usa bem as duas pernas e teve bom desempenho (nos treinamentos)”, analisou.

Sobre a postura do time no Orlando Scarpelli, o comandante rubro-negro afirmou que o importante é somar pontos. “Às vezes o empate não é bom, como foi pra nós contra o Vasco. Porque dominamos o jogo e estávamos na frente (…). O prejuízo maior é não marcar ponto nenhum. O empate vale quando é fora de casa, em casa não. Mas vamos lá para buscar a vitória. Estamos numa reta final e é fundamental somarmos pontos. E somar três é melhor do que 1”, finalizou.